A SLC Agrícola divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 com destaque para o desempenho da safra 2025/26, marcada por recorde de produtividade da soja. A companhia estima cultivar 830,3 mil hectares no ciclo atual, crescimento de 12,8% sobre a safra anterior.
A soja permanece como a principal cultura da empresa, representando 51,1% da área total plantada, equivalente a 424,6 mil hectares. A produtividade média projetada é de 4.146 kg por hectare, avanço de 4,7% em comparação à safra passada.
Segundo a companhia, seis fazendas registraram produtividade superior a 4.800 kg/ha durante a colheita da safra 2025/26, reforçando o foco em eficiência operacional e ganho de produtividade no campo.
Desempenho financeiro
No primeiro trimestre de 2026, a SLC Agrícola registrou receita líquida de R$ 2,3 bilhões, queda de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impactado principalmente pelo menor volume faturado de algodão em pluma, soja e caroço de algodão.
O lucro líquido ficou em R$ 236,1 milhões no trimestre, refletindo a redução do lucro bruto e o aumento das despesas operacionais.
Já o EBITDA ajustado somou R$ 695,2 milhões, com margem de 30,7%, resultado 26,3% inferior ao registrado no primeiro trimestre de 2025. A empresa atribuiu a redução principalmente ao desempenho pontual da soja em determinadas fazendas e ao aumento das despesas administrativas e comerciais.
Para Ivo Brum, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, os números refletem fatores específicos do período, mas a perspectiva para a safra permanece positiva.
“Seguimos executando uma estratégia consistente, baseada em crescimento com rentabilidade, gestão de riscos e eficiência operacional”, afirmou o executivo.
Gestão financeira e expansão
A empresa também informou avanço na gestão do endividamento. O spread da dívida em relação ao CDI caiu de CDI +0,81% no primeiro trimestre de 2025 para CDI +0,25% no mesmo período deste ano.
Além disso, a participação das dívidas de longo prazo passou de 78% para 81% da estrutura total.
Durante o trimestre, a companhia concluiu pagamentos relacionados à aquisição das terras da Fazenda Paladino, no valor de R$ 361,5 milhões, e de uma fazenda em Unaí, Minas Gerais, por R$ 95 milhões.
Projeto de irrigação
A SLC Agrícola iniciou a segunda fase das obras de irrigação na Fazenda Piratini, localizada em Jaborandi, na Bahia. Atualmente, a empresa possui 19 mil hectares irrigados e pretende alcançar 53 mil hectares nos próximos anos.
Segundo a companhia, o projeto deve ampliar a previsibilidade produtiva, melhorar a rentabilidade e aumentar a valorização das propriedades agrícolas.
Agenda ESG
Na área de Sustentabilidade, a SLC Agrícola informou que passou a integrar a “A List” do CDP nos temas Florestas e Água, reconhecimento internacional voltado à gestão ambiental e transparência climática.
A companhia também destacou avanços em práticas de agricultura regenerativa, incluindo:
- uso de plantas de cobertura;
- semeadura direta;
- integração lavoura-pecuária;
- agricultura digital de baixo carbono;
- uso de energia renovável;
- reflorestamento com vegetação nativa.
Segundo a empresa, desde a safra 2020/21 não há expansão agrícola por abertura de novas áreas no Brasil.
Na safra 2024/25, quatro fazendas apresentaram balanço de carbono negativo, removendo mais carbono do que emitiram.
A SLC Agrícola permanece ainda, pelo quarto ano consecutivo, no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.
Compra de insumos
Pensando na próxima safra, a companhia já adquiriu 100% dos fertilizantes fosfatados e 85% do cloreto de potássio necessários para o ciclo 2026/27.
Os defensivos agrícolas também começaram a ser adquiridos, com 74,3% do volume já contratado e redução de 6,3% nos custos em dólar.






















