O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta quarta-feira (13), marcado pela disparada do dólar e pela queda acentuada da bolsa de valores. Investidores reagiram à divulgação de uma reportagem envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de demonstrarem preocupação com medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis.
O dólar comercial encerrou o pregão em alta de 2,31%, cotado a R$ 5,009, no maior valor de fechamento desde 10 de abril. Durante a tarde, a moeda norte-americana chegou à máxima de R$ 5,0130, ultrapassando a marca psicológica de R$ 5 pela primeira vez em três pregões.
Até por volta das 14h50, a moeda operava na faixa de R$ 4,91. A aceleração do movimento ocorreu após a publicação de uma reportagem do Intercept Brasil.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,8% e fechou aos 177.098 pontos, no menor nível desde 20 de março. O volume financeiro negociado no dia somou R$ 66,39 bilhões.
Até o início da tarde, o índice ainda operava acima dos 180 mil pontos, mas perdeu força após a repercussão da reportagem e o aumento das preocupações fiscais.
Segundo o Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro teria mantido negociações com Daniel Vorcaro para financiar um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A publicação afirma que Vorcaro teria prometido repassar US$ 24 milhões para a produção do longa-metragem chamado Dark Horse.
Em mensagens atribuídas ao senador, Flávio teria escrito ao banqueiro:
“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente.”
Daniel Vorcaro está no centro das investigações relacionadas à liquidação do Banco Master.
Em nota oficial, Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade na relação com Vorcaro. Segundo o senador, a busca era exclusivamente por recursos privados destinados ao financiamento do filme e não houve oferta de qualquer vantagem em troca.
A defesa de Daniel Vorcaro não comentou o caso até o fechamento do mercado.
Além da repercussão política, investidores também reagiram com cautela às novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis. Parte do mercado interpretou as iniciativas como potencial risco fiscal, principalmente diante da possibilidade de ampliação de subsídios ou aumento de gastos públicos.
A combinação entre incerteza política e receios fiscais elevou a aversão ao risco no mercado doméstico, pressionando o câmbio e provocando forte realização de lucros na bolsa brasileira.
Com informação Agência Brasil.






















