A Dexco encerrou o primeiro trimestre de 2026 com EBITDA ajustado e recorrente de R$ 478 milhões, resultado 38,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A companhia também apresentou avanço na geração de caixa e redução da alavancagem financeira, mesmo diante de um cenário econômico ainda desafiador.
A receita líquida da empresa somou R$ 2 bilhões no trimestre, crescimento de 6,1% na comparação anual. Já o lucro líquido recorrente alcançou R$ 72 milhões, enquanto a margem EBITDA avançou 5,5 pontos percentuais, atingindo 23,7%.
Segundo o CEO da companhia, Raul Guaragna, o desempenho reflete ganhos de produtividade, disciplina operacional e foco em eficiência. A estratégia da empresa permanece concentrada na preservação da rentabilidade e na captura de valor em segmentos considerados prioritários.
A forte geração de caixa operacional foi impulsionada pela evolução do EBITDA, otimização do capital de giro e encerramento do ciclo mais intenso de investimentos. Com isso, a relação entre dívida líquida e EBITDA caiu para 2,99 vezes ao final do trimestre.
A empresa também reforçou sua liquidez após a emissão de CPRs realizada no fim de 2025, operação que acrescentou R$ 296 milhões ao caixa.
A Divisão Madeira, responsável pelas marcas Duratex e Durafloor, foi o principal destaque operacional. O segmento registrou receita líquida recorrente de R$ 1,39 bilhão, alta de 8,1%, e EBITDA de R$ 442 milhões, avanço de 26,3%.
O desempenho foi favorecido pela evolução dos preços, melhora no mix de produtos e ganhos de eficiência operacional. Apesar disso, a companhia alertou para possíveis pressões de custos nos próximos meses, especialmente em insumos químicos e fretes internacionais impactados pelos conflitos no Oriente Médio.
A joint venture LD Celulose, parceria entre a Dexco e a austríaca Lenzing, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 368 milhões, considerando 100% da operação. O volume expedido cresceu 13,9%, sustentado pela estabilidade operacional e operação em plena capacidade.
Já a divisão de Metais e Louças, representada pela marca Deca, apresentou recuperação gradual, com EBITDA de R$ 40 milhões e margem de 8,7%. O avanço foi impulsionado pela recomposição de preços, melhora do mix e ganhos de eficiência, apesar da pressão do custo do cobre e da demanda mais moderada.
Na área de revestimentos, com as marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, a companhia informou que o setor segue enfrentando excesso de capacidade produtiva, pressão nos preços e demanda enfraquecida. Ainda assim, houve melhora nas margens operacionais devido às iniciativas de produtividade e controle de despesas.
A Dexco informou ainda que mantém postura cautelosa para os próximos trimestres, diante da expectativa de continuidade da pressão sobre commodities e custos logísticos. A companhia seguirá focada em eficiência operacional, disciplina comercial e gestão estratégica da capacidade produtiva.






















