O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte recuperação nesta segunda-feira (23), em meio à diminuição das tensões no Oriente Médio. O dólar caiu abaixo de R$ 5,25 e a bolsa de valores avançou com força, refletindo maior apetite ao risco por parte dos investidores.
A melhora no cenário global foi impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou haver “boa chance” de um acordo com o Irã. O adiamento de possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana contribuiu para aliviar as preocupações do mercado.
Dólar recua e acumula alta no mês
Com a redução da aversão ao risco, investidores desmontaram posições defensivas, favorecendo moedas de países emergentes como o real. O dólar encerrou o dia vendido a R$ 5,24, com queda de 1,29%. Na mínima do dia, por volta das 12h, a cotação chegou a R$ 5,21.
Apesar da queda nesta sessão, a moeda norte-americana ainda acumula alta de 2,08% em março. No acumulado de 2026, no entanto, registra recuo de 4,52% frente ao real.
Bolsa dispara com apoio de bancos
O principal índice da B3, o Ibovespa, subiu 2,25%, fechando aos 181.931 pontos. Durante o pregão, chegou a se aproximar dos 183 mil pontos no melhor momento do dia.
A alta foi puxada principalmente por ações de bancos e empresas ligadas à economia doméstica. Já os papéis da Petrobras tiveram desempenho mais moderado, influenciados pela queda nos preços do petróleo no mercado internacional.
Petróleo cai com expectativa de acordo
No cenário externo, o barril do tipo Brent registrou forte queda de 10,9%, sendo negociado a US$ 99,94 — abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o último dia 16.
A descompressão nos preços ocorreu após as sinalizações de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã. Além disso, a travessia de petroleiros pelo Estreito de Ormuz ajudou a reduzir os temores de interrupção no fornecimento global de petróleo.
Incertezas ainda permanecem
Apesar do alívio no curto prazo, o cenário segue incerto. Autoridades iranianas negaram a existência de negociações, o que reduziu parte do otimismo ao longo do dia.
Além disso, Israel mantém restrições operacionais em aeroportos, enquanto há relatos de movimentações militares dos Estados Unidos na região.
Especialistas avaliam que a volatilidade deve continuar nos próximos dias, diante de sinais contraditórios e da falta de clareza sobre um possível acordo duradouro no Oriente Médio.
Com informação Agência Brasil.




















