A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma Tecnologia restrita a projetos-piloto e iniciativas experimentais para ocupar posição central nas operações das empresas. A avaliação é do diretor de IA da Evertec Brasil, Thiago Saldanha, em artigo que analisa a evolução da tecnologia e seus impactos sobre a transformação digital.
Segundo o especialista, a discussão nas organizações já não está focada em testar aplicações de IA, mas em incorporá-las de forma estruturada aos processos, produtos e decisões estratégicas.
IA passa a integrar a operação das empresas
Um dos exemplos citados é o anúncio feito durante o Google Cloud Next 2026, segundo o qual aproximadamente 75% do código desenvolvido pelo Google já conta com apoio da inteligência artificial.
Para Saldanha, esse dado demonstra que a tecnologia deixou de atuar apenas como ferramenta de apoio e passou a integrar a infraestrutura operacional das empresas.
O avanço também é impulsionado pelos chamados agentes de IA, sistemas capazes de conectar dados, aplicações e fluxos de trabalho em uma mesma arquitetura, permitindo automatizar processos completos e não apenas tarefas isoladas.
Transformação digital ganha novo foco
O artigo destaca que a transformação digital evoluiu de uma agenda voltada à inovação para uma estratégia focada em produtividade, crescimento e eficiência operacional.
Nesse cenário, empresas têm ampliado investimentos em infraestrutura tecnológica, plataformas de dados e modernização de sistemas para viabilizar o uso da inteligência artificial em larga escala.
Segundo o especialista, a adoção da IA também exige melhorias na integração entre sistemas, na qualidade das bases de dados e na atualização de ambientes tecnológicos considerados legados.
Dados passam a gerar ações em tempo real
Outro ponto destacado é a mudança na forma como as empresas utilizam seus dados.
Além de produzir análises e gerar informações estratégicas, os sistemas baseados em inteligência artificial passam a atuar de forma cada vez mais autônoma, apoiando decisões e executando ações em tempo real.
Esse movimento amplia o potencial de ganhos de eficiência e torna a capacidade de transformar dados em decisões um diferencial competitivo para as organizações.
Governança e segurança ganham importância
Com o aumento da autonomia dos sistemas, cresce também a necessidade de mecanismos de governança, transparência e controle.
O artigo ressalta que temas como segurança da informação, proteção de dados, conformidade regulatória e uso responsável da inteligência artificial tornam-se fundamentais, especialmente em setores altamente regulados, como o financeiro.
Segundo Saldanha, o principal desafio das empresas deixa de ser o acesso à tecnologia e passa a ser a capacidade de utilizá-la para gerar resultados consistentes e sustentáveis.
IA se torna componente da competitividade
Na avaliação do especialista, a inteligência artificial já se consolidou como um componente estratégico para a competitividade empresarial.
A expectativa é que as organizações que conseguirem integrar tecnologia, dados, governança e capacidade de execução estejam mais preparadas para aproveitar as oportunidades da nova fase da transformação digital.






















