A orla de São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, passou a contar com um novo modelo de coleta sustentável de resíduos. A Orla Rio e a Green Mining deram início à primeira fase do projeto Protect Paradise na capital fluminense, com a implementação de um triciclo elétrico voltado à coleta de materiais recicláveis e resíduos orgânicos nos quiosques da região.
A iniciativa marca o início de uma parceria voltada à logística reversa e à destinação ambientalmente adequada de resíduos gerados na orla carioca. O projeto Protect Paradise, desenvolvido pela Green Mining, já atua há cinco anos em destinos turísticos como Fernando de Noronha e Chapada dos Veadeiros, além de ter passado por locais como Trancoso, Ilhabela e São Paulo.
Nesta etapa inicial, o triciclo elétrico atenderá dez quiosques de São Conrado, realizando a coleta segregada de recicláveis e resíduos orgânicos. A operação será conduzida pela Green Mining e faz parte da estratégia da Orla Rio de ampliar ações sustentáveis na gestão das praias e quiosques da cidade.
O triciclo elétrico foi escolhido por reduzir impactos ambientais durante a operação. Sem emissão de CO₂ no deslocamento e sem uso de combustíveis fósseis, o veículo permite maior mobilidade entre os quiosques e contribui para uma operação mais limpa e silenciosa.
Os materiais recicláveis recolhidos serão encaminhados para triagem pela Coopera Rocinha e posteriormente destinados à reciclagem. Já os resíduos orgânicos terão tratamento específico por meio de parceria com a Ciclo Orgânico, empresa especializada em coleta e compostagem no Rio de Janeiro.
A compostagem permitirá transformar restos de alimentos e outros resíduos orgânicos em adubo, reduzindo o descarte em aterros sanitários e evitando a emissão de gases como o metano.
Segundo o presidente da Orla Rio, João Marcello Barreto, o projeto busca tornar a praia um ambiente mais sustentável e preparado para os desafios urbanos.
“A parceria com a Green Mining nasce com esse propósito: incorporar uma solução prática à rotina dos quiosques, dando destinação adequada a recicláveis e orgânicos de forma simples, próxima e eficiente”, afirmou.
O CEO da Green Mining, Rodrigo Oliveira, destacou que o projeto foi adaptado às características da região.
“Cada território exige um desenho operacional próprio. Em São Conrado, a ideia é construir um modelo funcional, que gere engajamento local e ajude a dar visibilidade à importância da destinação correta”, disse.
A iniciativa também conta com participação da Associação Nacional dos Catadores (Ancat) e da Route Brasil.
Além da coleta de resíduos, o projeto se integra a outras ações ambientais já realizadas em São Conrado por organizações locais, como Preserva Cantão, Vivendo um Sonho Surf, Associação de Surf, Associação de Voo Livre, AMASCO, AMA e Rio Eco Cantão.
A proposta é que, após a fase de testes e avaliação dos resultados, o modelo possa ser expandido para outros pontos da orla carioca e para novos destinos turísticos do litoral brasileiro.






















