A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 34,4% menor em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela instituição financeira nesta quinta-feira (14).
Segundo o banco, o desempenho foi impactado principalmente pelo aumento das provisões para perdas com crédito, que mais do que triplicaram em 12 meses após mudanças regulatórias implementadas pelo Banco Central.
As provisões, que representam reservas financeiras destinadas a cobrir possíveis calotes, somaram R$ 6,5 bilhões no trimestre, avanço de 225% na comparação anual.
De acordo com a Caixa, a mudança decorre da nova metodologia do Banco Central, que passou a exigir que os bancos considerem perdas esperadas nas operações de crédito, e não apenas inadimplências já registradas.
Mesmo com a queda no lucro, a instituição manteve crescimento da carteira de crédito, impulsionada principalmente pelo financiamento imobiliário, segmento em que segue líder no mercado brasileiro.
Entre os principais indicadores divulgados pela Caixa estão:
- lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões;
- provisão para perdas de R$ 6,5 bilhões;
- índice de inadimplência de 3,71%;
- carteira total de crédito de R$ 1,41 trilhão;
- ativos totais de R$ 2,4 trilhões;
- patrimônio líquido de R$ 153,2 bilhões.
A carteira total de crédito avançou 11,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, atingindo R$ 1,41 trilhão.
O principal destaque continua sendo o crédito imobiliário, que alcançou R$ 966,2 bilhões, crescimento de 13,9% em 12 meses. Segundo o banco, a Caixa mantém participação de 68% no mercado de financiamento habitacional do país.
Somente nos três primeiros meses do ano, as contratações imobiliárias somaram R$ 64,2 bilhões.
No segmento de pessoas físicas, a carteira de crédito atingiu R$ 154,9 bilhões, alta de 10,4% em relação ao ano anterior. O crédito consignado continua sendo a principal modalidade, representando 73,7% dessa carteira, com saldo de R$ 114,2 bilhões.
Já a carteira voltada para pessoas jurídicas totalizou R$ 114,3 bilhões, crescimento de 8,8% em 12 meses.
No agronegócio, o saldo da carteira chegou a R$ 64,9 bilhões, avanço mais moderado de 2,2%.
Apesar do aumento das provisões, as receitas operacionais seguiram em crescimento. A margem financeira atingiu R$ 18,3 bilhões, alta de 11,8%, enquanto as receitas com serviços cresceram 12,5%, chegando a R$ 7,4 bilhões.
As despesas operacionais somaram R$ 11,5 bilhões, aumento de 6% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Na estrutura financeira, a Caixa encerrou março com:
- R$ 2 trilhões em captações totais;
- R$ 2,4 trilhões em ativos totais;
- R$ 153,2 bilhões em patrimônio líquido.
Em nota, a instituição afirmou que o aumento das provisões não deve ser interpretado como deterioração direta da qualidade da carteira de crédito, mas sim como efeito da transição regulatória determinada pelo Banco Central.
O banco reforçou ainda que seguirá ampliando operações de crédito, especialmente no financiamento habitacional.
Com informação Agência Brasil.






















