Pesquisa aponta que café e açúcar tiveram alta acima de 45% em janeiro - Revista Capital Econômico
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Pesquisa aponta que café e açúcar tiveram alta acima de 45% em janeiro

Segundo análise de 30 milhões de transações de vendas no varejo, houve aumento de +2,53% no faturamento geral, puxado pelos Hipermercados que mantiveram o preço médio dos produtos, mesmo com a inflação em alta

Resultados do varejo alimentar referentes ao mês de janeiro divulgados pela

GS Ciência do Consumo, especializada em inteligência de dados, revelam que o aumento de preços dos produtos causou a diminuição da quantidade de itens no carrinho, sendo a inflação, em alta desde o segundo semestre do ano passado, a maior responsável.

Mesmo diante deste cenário, janeiro seguiu com as movimentações de carrinhos menores, porém foi o mês com menor queda de itens desde junho de 2021, indicando carrinhos maiores que os meses anteriores.

Entre os produtos presentes no carrinho dos shoppers (25 principais), que apresentaram maiores aumentos no preço médio no comparativo de janeiro 2022 com mesmo período de 2021, destacam-se o café (500g) e o açúcar (1kg) com aumentos acima dos 45% no indicador.

Segundo análise de 30 milhões de transações de vendas no varejo, o estudo aponta que no primeiro mês do ano houve aumento de +2,53% no faturamento geral, acréscimo de +6,61% no faturamento de clientes fidelizados e queda de -4,54% para clientes não fidelizados, quando comparado ao mesmo período de 2021, sendo Hipermercado (4,68%) e Supermercado (3,55%) os canais que contribuíram positivamente para este resultado.

O ticket médio também apresentou elevação de +2,75%, puxado pelas compras dos clientes fidelizados que continuam proporcionando aumentos contínuos, sendo +2,90% só em janeiro 2022, principalmente no Hipermercado, dado atribuído ao menor crescimento do preço médio dos produtos e a baixa queda de itens no carrinho. Em contrapartida, os clientes não fidelizados permaneceram apresentando quedas no indicador.

Ao analisar os canais, com exceção do Supermercado, pode-se observar em janeiro que o Hipermercado (210,04%) e o Cash & Carry (72,24%) apresentaram IFEVs (Índice de Fidelização e Engajamento do Varejo) maiores que dezembro (195,83% e 55,895) respectivamente e que a média geral do ano passado – de 106,87% para 108,26% -, em razão dos resultados positivos das estratégias de fidelização dos shoppers, comprovando que essas ações se mostram cada dia mais essenciais para gerar aumento de vendas e fortalecendo do negócio.

O destaque significativo do mês de janeiro foi para canal Cash & Carry que ostentou um aumento de quase 20%p.p, graças aos métodos assertivos presentes nos programas de relacionamento com o cliente.

O estudo ainda revela outro dado relevante, a missão de compra abastecimento, que representa maior peso no faturamento, vem perdendo espaço em todos os canais para as compras tipo conveniência e reposição, resultando em carrinhos menores, sendo o Cash & Carry o canal mais suscetível a essa movimentação, com variação de -0,69%p.p na missão abastecimento e -0,54%p.p no faturamento, na comparação de janeiro 2022 com janeiro 2021.

Nota-se também o retorno gradual dos shoppers às compras presenciais, índice que vem subindo desde julho de 2021, porém em janeiro houve diminuição do público acima dos 60 anos nos canais de compras, exceto no Cash & Carry que retratou o mesmo resultado de dezembro de 2021.

Foram analisadas 30 milhões de transações de vendas para essa edição. O relatório detalhado pode ser conferido clicando em Paper janeiro.

Sobre a GS Ciência do Consumo

Especializada em ciência e comportamento de consumo, a GS atua com CRM, tecnologia e inteligência de dados unindo indústria, varejo e consumidor de forma a aumentar o engajamento do shopper e o faturamento do PDV, seja pelo aumento do ticket médio, pelo crescimento da frequência de compras ou na conquista de novos clientes.

Há 15 anos no mercado e com 300 varejistas e indústrias em sua carteira de clientes, a GS conta com uma base de dados com mais de 35 milhões de domicílios únicos, o que representa cerca da metade dos domicílios brasileiros, e já atingiu a marca de mais de R$ 40 bilhões de transações de compras analisadas /ano, e 2.690 PDV’s em todo o Brasil.

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