O avanço da inteligência artificial (IA) está transformando não apenas os negócios, mas também o cenário de ameaças cibernéticas. Em um ano marcado por grandes eventos e pelo aumento da circulação de informações e das transações digitais, a Shield Security alerta para a necessidade de as empresas adotarem uma postura mais preventiva e fortalecerem a resiliência digital.
Segundo Vitor Villani, CEO da Shield Security, criminosos já utilizam inteligência artificial para automatizar ataques, criar campanhas de phishing mais convincentes e explorar vulnerabilidades em larga escala. Entre os principais alvos estão falhas humanas, credenciais comprometidas, brechas em sistemas e vulnerabilidades na cadeia de fornecedores.
“O Brasil vive uma mudança estrutural no cenário de ameaças, em que a IA já deixou de ser uma tendência futura para se tornar uma realidade operacional dentro das empresas. Isso gera uma nova superfície de risco e potencializa ataques cada vez mais sofisticados, o que exige atenção imediata”, afirma.
Para o executivo, a utilização de IA reduziu as barreiras de entrada para os cibercriminosos. A Tecnologia permite desenvolver campanhas mais rápidas, convincentes e escaláveis, aumentando o potencial de prejuízos financeiros e danos à reputação das organizações.
Embora o mercado brasileiro tenha avançado em maturidade na área de segurança digital, levantamentos recentes de empresas do setor indicam que os ataques continuam crescendo. O phishing permanece entre os principais vetores utilizados pelos criminosos e passou a ser potencializado pelo uso de ferramentas de inteligência artificial.
Cibersegurança ganha importância estratégica
A crescente complexidade das ameaças faz com que a cibersegurança deixe de ser uma questão exclusivamente técnica e passe a ocupar espaço nas decisões estratégicas das empresas.
Setores como financeiro, saúde, varejo e indústria estão entre os mais impactados, já que incidentes de segurança podem comprometer a continuidade das operações, a reputação das marcas e a confiança de clientes e parceiros.
Nesse cenário, empresas têm ampliado o uso de monitoramento contínuo, detecção avançada de ameaças, resposta a incidentes e inteligência de segurança aplicada aos ambientes corporativos.
A estratégia inclui a identificação de comportamentos anômalos em tempo real, análise de riscos, testes de exposição, simulações de ataques, gestão de vulnerabilidades e proteção de identidades digitais.
Uso de IA também cria novos riscos
A expansão da inteligência artificial dentro das organizações acrescenta novos desafios para as equipes de tecnologia e segurança. Segundo a pesquisa The State of AI 2025, da McKinsey, 88% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio.
Apesar da ampla adoção, muitas empresas ainda estão nos estágios iniciais de escalabilidade e geração de valor com a tecnologia. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com o chamado Shadow AI, quando ferramentas de inteligência artificial são utilizadas por funcionários sem o conhecimento ou a autorização formal das áreas responsáveis por tecnologia e segurança.
“Ferramentas de inteligência artificial são utilizadas sem o conhecimento formal das áreas de tecnologia e segurança, enquanto agentes autônomos começam a acessar sistemas críticos e dados sensíveis. O resultado é um cenário em que inovação e risco avançam na mesma velocidade”, afirma Villani.
De acordo com a Shield Security, clientes da empresa têm buscado apoio principalmente em questões relacionadas à governança, privacidade, conformidade e segurança diante da expansão da IA.
Serviços gerenciados ampliam proteção
Para responder às demandas do mercado, a Shield Security concentra sua atuação em serviços gerenciados de segurança (MSS) e em um Centro de Operações de Segurança (SOC) com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.
A empresa também mantém áreas especializadas em tecnologia operacional (OT) e governança, risco e conformidade (GRC).
Outra frente é o desenvolvimento da plataforma própria Shield Risk and Trust, voltada à gestão de riscos de terceiros e à avaliação automatizada da maturidade em segurança cibernética.
Segundo a empresa, a plataforma deverá receber novos módulos até o fim do ano, incluindo um painel unificado para consolidar informações de segurança, contratos e configurações.
Para Villani, o cenário atual exige que as organizações tratem a segurança digital como parte permanente da estratégia empresarial, acompanhando a evolução das tecnologias e das formas de atuação dos criminosos.






















