O marketing de influência segue em rápida transformação, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, novas tecnologias e a consolidação da creator economy. Em 2026, marcas e influenciadores precisarão combinar dados, presença contínua na jornada de consumo e valor de marca mensurável para se destacar em um cenário cada vez mais competitivo e segmentado.
Com bilhões de usuários ativos nas redes sociais e crescimento constante de micro e nano influencers, a estratégia deixou de ser complementar e passou a ocupar papel central nas campanhas. Plataformas como TikTok, Instagram e YouTube vêm redefinindo o consumo de conteúdo ao priorizar formatos conectados à cultura e à comunidade, influenciando diretamente a decisão de compra.
De acordo com pesquisa da Opinion Box, 67% dos brasileiros já adquiriram algum produto após vê-lo nas redes sociais. Para Waleska Pimenta Bueno, CMO e sócia da agência cely, especializada em marketing de influência, o consumidor está mais crítico e seletivo. “Em 2026, a criatividade precisa ser intencional: menos volume, mais verdade. Estratégias autênticas e alinhadas aos valores do público tendem a gerar relações mais profundas e duradouras”, afirma.
Creators como parceiros estratégicos
Uma das principais tendências é a consolidação de relações de longo prazo entre marcas e creators. O mercado evolui para um modelo em que influenciadores atuam como agentes de construção cultural e narrativa, participando ativamente da jornada de comunicação.
Nesse formato, as parcerias deixam de ser pontuais e passam a ser estruturadas, orientadas por estratégia, dados e alinhamento de valores. O modelo favorece ganho de credibilidade, recorrência de mensagens e fortalecimento do posicionamento ao longo do tempo.
Experiências participativas
Outra tendência é a busca por experiências mais participativas e conexões reais com a audiência. Em vez de apostar apenas em recursos tecnológicos complexos, as marcas investem em ativações com creators, conteúdos interativos, conversas ao vivo e experiências integradas à rotina do público.
O foco passa a ser a relevância cultural e emocional, estimulando identificação e pertencimento. Quando o público se reconhece na conversa, o engajamento tende a ser mais consistente e duradouro.
Embaixadores e presença contínua
Programas de embaixadores de marca ganham força em 2026. Nesse modelo, creators são escolhidos não apenas pelo alcance, mas pela afinidade com os valores da empresa, consistência de discurso e capacidade de gerar conexão contínua.
Os contratos tendem a se estender por meses ou anos, permitindo que o influenciador faça parte da cultura da marca. A estratégia responde à saturação de campanhas isoladas e busca resultados mais sustentáveis.
Métricas de impacto real
O mercado também caminha para uma mensuração mais sofisticada. O foco deixa de ser apenas o número de seguidores e passa a considerar indicadores como tempo de visualização, retenção, recorrência de interação, sentimento nos comentários e feedback direto da audiência.
Essas métricas ajudam a capturar a qualidade da atenção e o impacto das ações ao longo da jornada do consumidor, orientando decisões de investimento e avaliação de resultados.
Com consumidores mais atentos à autenticidade e ao propósito das marcas, o marketing de influência em 2026 exigirá planejamento estratégico, relações duradouras e equilíbrio entre criatividade, dados e conexão humana.




















