Curso profissionalizante com tecnologia é a saída que o Brasil precisa* - Revista Capital Econômico
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Curso profissionalizante com tecnologia é a saída que o Brasil precisa*

*Por Luiz Alexandre Castanha

Segundo dados do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), o desemprego é um grande desafio para 2022, podendo persistir até 2025.

Atualmente em 11,6% (dados de janeiro de 2022), serão 10 anos seguidos observando números acima de 10%.

Tanto tempo registrando taxas tão altas é altamente prejudicial para a economia e a sociedade.

As pessoas não são capazes de ter poder de compra, freando um crescimento sustentável do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado? Crise econômica e recessão.

Esses 10 anos significam quase toda uma geração prejudicada pela falta de oportunidades.

Jovens a partir dos 18 anos que não têm a oportunidade de entrar e desenvolver suas habilidades no mercado de trabalho.

E são os mais pobres que sofrem os efeitos.

A saída

Enquanto a TV mostra filas quilométricas quando um novo supermercado abre, o mercado carece de profissionais qualificados.

A saída está na educação profissionalizante.

Capacitação para posições que não se acham profissionais: Enfermagem, Contabilidade, Recursos Humanos, Vendas, Seguros, Tecnologia e Marketing, segundo a consultoria em Recursos Humanos Robert Half.

Faltam no mercado cursos reais, práticos e que sejam capazes de formar e capacitar profissionais, deixando-os prontos para um mercado de trabalho ávido por mão de obra.

Qualificação rápida e confiável, é realmente disso que o Brasil precisa.

Mercado necessita urgente de novos profissionais

O ensino a distância, apoiado por novas tecnologias, é o formato ideal para atender a urgência de novos profissionais.

Qualificações realizadas em períodos curtos que já preparem para as necessidades das empresas.

Disponível a todas as pessoas que têm acesso à Internet, é o formato ideal para atender principalmente regiões carentes de escolas profissionalizantes.

E já se foi o tempo que as aulas on-line eram vistas como o ‘primo pobre’ da educação.

O medo do contágio ainda é real e o ensino remoto se revela um aliado fundamental nessa jornada.

Com uma conexão à Internet, se tem acesso a informações na ponta dos dedos 24 horas por dia. Graças à tecnologia, a sala de aula não tem mais paredes, o ambiente de aprendizagem não tem mais limites.

E a instrução pode ser fornecida por qualquer tipo de especialista no assunto no mundo real.

Conexão

Alunos do Amazonas, por exemplo, podem aprender sobre manutenção de dispositivos industriais com IoT vendo vídeos de professores internacionais e até mesmo conversar ao vivo com eles por meio de uma videoconferência.

É possível compartilhar o que estão aprendendo com outras pessoas que fazem o mesmo curso em outros estados.

Outros recursos fundamentais nos cursos profissionalizantes são as Realidades Aumentada e Virtual (RA e RV).

Elas podem auxiliar em conteúdos técnicos como o desmonte de um motor de um automóvel ou mesmo ensinar procedimentos de emergência em um pronto socorro.

Os alunos que aprendem por meio da RV experimentam uma presença completa, aumentando as chances de assimilarem novos conhecimentos e habilidades.

A tecnologia torna o aprendizado mais envolvente e colaborativo. Em vez de memorizar fatos, os alunos aprendem na prática e por meio do pensamento crítico, o que faz toda a diferença no ensino profissionalizante.

E, para tornar o aprendizado envolvente, ele precisa ser realmente interativo.

Em uma sala de aula tradicional, alunos que têm dificuldade de aprender ficariam atrás de seus colegas.

Com componentes de aprendizagem auto acelerados que o ensino a distância propõem, eles podem avançar em seu próprio ritmo como parte do processo de aprendizagem.

Aqueles que precisam de mais tempo ou ajuda extra podem praticar fora da aula com exercícios guiados ou trabalhos adicionais.

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial será de grande valia nesse processo﹒

Os alunos podem obter ajuda de tutores de IA a qualquer hora, inclusive fora do horário de aula.

Alguns cursos já usam essa tecnologia para monitorar o progresso dos alunos e alertar os professores quando pode haver um problema com o desempenho.

Em última análise, a tecnologia permite que os alunos expandam seus horizontes, estendendo o aprendizado além de livros didáticos e palestras e conectando-os ao mundo real.

Capacitações acessíveis e apoiadas em novas tecnologias. É disso que o Brasil realmente precisa para combater o desemprego!

Sobre o Autor

*Luiz Alexandre Castanha é administrador de Empresas com especialização em Gestão de Conhecimento e Storytelling aplicado à Educação.

Atua em cargos executivos na área de Educação há mais de 10 anos e é especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais. Mais informações em seu blog.

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