A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a testes e passou a integrar a rotina do mercado financeiro. Presente em processos como concessão de crédito, prevenção a fraudes, análise de dados, atendimento automatizado e personalização de produtos, a ferramenta tem ampliado a eficiência das instituições financeiras. No entanto, especialistas alertam que a confiança nas relações continua sendo um fator decisivo e não pode ser substituída pela automação.
Segundo Rodrigo Grossi, COO da HUMU, o avanço da IA representa uma evolução importante para o setor ao permitir maior agilidade, segurança e redução de riscos operacionais. Dados apresentados durante a Febraban Tech 2025 mostram que 80% dos bancos já utilizam inteligência artificial generativa em suas operações internas.
Apesar dos benefícios, Grossi destaca que a tecnologia deve atuar como apoio às equipes, e não substituir completamente o contato humano em situações que exigem análise, sensibilidade e compreensão do contexto.
Atendimento humano continua relevante
De acordo com o executivo, decisões como contratação de crédito, renegociação de dívidas ou escolha de investimentos envolvem expectativas e dúvidas que nem sempre podem ser solucionadas apenas por sistemas automatizados.
Ele observa que, especialmente fora dos grandes centros urbanos, o relacionamento próximo ainda representa um diferencial competitivo para instituições financeiras. Pequenos empresários e produtores rurais, por exemplo, valorizam o atendimento realizado por profissionais que conhecem sua realidade e compreendem as particularidades de seus negócios.
IA deve assumir tarefas repetitivas
Na avaliação de Grossi, o principal potencial da inteligência artificial está na automatização de atividades operacionais, permitindo que profissionais dediquem mais tempo a funções estratégicas e consultivas.
Segundo ele, ferramentas baseadas em IA podem acelerar análises, reduzir burocracias, ampliar a capacidade operacional das equipes e facilitar o acesso da população a produtos e serviços financeiros.
Ainda assim, ressalta que a adoção dessas tecnologias precisa considerar diferentes perfis de clientes, já que nem todos desejam resolver questões financeiras exclusivamente por aplicativos ou assistentes virtuais, principalmente quando envolvem patrimônio, investimentos ou operações de crédito.
Equilíbrio entre inovação e proximidade
Para o COO da HUMU, a transformação digital do setor financeiro é irreversível, mas o diferencial competitivo continuará nas empresas capazes de equilibrar Inovação tecnológica com atendimento de qualidade.
Segundo ele, a inteligência artificial deve fortalecer o trabalho humano ao simplificar processos e tornar os serviços mais eficientes, preservando a capacidade de ouvir, orientar e compreender as necessidades específicas de cada cliente.






















