O Rock in Rio 2026 contará com uma estrutura de segurança que combina profissionais especializados e recursos tecnológicos para monitoramento e prevenção de ocorrências. O festival será realizado nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Rio de Janeiro, e deverá receber cerca de 100 mil pessoas por dia.
A operação de segurança terá mais de 2 mil vigilantes e será coordenada a partir de um Centro de Controle Operacional (CCO), instalado no Parque Olímpico. O espaço reunirá equipes de campo, monitoramento e Tecnologia, além de facilitar a comunicação com órgãos públicos envolvidos na segurança do evento.
Entre os recursos utilizados estão 117 câmeras de monitoramento, sendo 40 equipadas com sistemas de inteligência artificial, além de 20 câmeras corporais, quatro drones, radares perimetrais e dois cães de guarda.
Monitoramento com inteligência artificial
As câmeras serão distribuídas por diferentes pontos da Cidade do Rock, incluindo entradas e saídas, áreas de grande circulação, acessos às atrações e locais de concentração de público.
Os equipamentos com inteligência artificial poderão auxiliar no acompanhamento do fluxo de pessoas, na identificação de objetos abandonados e na detecção de movimentações consideradas fora dos padrões previamente estabelecidos.
A tecnologia também poderá ser utilizada para contagem de pessoas e análise da movimentação do público por meio de mapas de calor, contribuindo para o acompanhamento da ocupação dos espaços.
Drones e câmeras corporais
A operação terá quatro drones para auxiliar no monitoramento do perímetro e de áreas consideradas sensíveis. Um dos equipamentos contará com sistema de estação fixa para pouso, decolagem e recarga.
Radares também serão utilizados para apoiar a identificação de movimentações no entorno do evento. Já os 20 equipamentos de câmera corporal deverão registrar e transmitir áudio e vídeo em tempo real, auxiliando no acompanhamento das atividades das equipes de segurança.
Dois cães de guarda também integrarão a operação, conduzidos por profissionais treinados.
Robô humanoide será utilizado na operação
Uma das novidades da edição de 2026 será a utilização de um robô humanoide durante o festival. O equipamento, chamado Yellow Pro, é um modelo G1Plug com aproximadamente 1,45 metro de altura e 35 quilos.
O robô é equipado com sensores LiDAR 3D e câmeras de profundidade, que permitem identificar características do ambiente e estimar distâncias entre o equipamento e objetos ao redor.
O modelo possui estrutura com motores nas articulações e pode atingir velocidade de até 7,2 km/h. Durante o evento, sua utilização será supervisionada por profissionais responsáveis pela operação.
A aplicação do equipamento representa mais um exemplo da utilização de tecnologias de automação e inteligência artificial em atividades de monitoramento e segurança em grandes eventos.
Integração entre equipes
O Centro de Controle Operacional será responsável por centralizar informações recebidas das equipes em campo e dos sistemas de monitoramento. A estrutura permitirá o compartilhamento de dados e a coordenação das ações durante o festival.
Uma plataforma operacional utilizada pelas equipes também permitirá a comunicação entre os vigilantes e o centro de controle, facilitando o registro e o acompanhamento de ocorrências.
A combinação entre profissionais, câmeras, drones, sensores e sistemas de análise de dados busca ampliar a capacidade de identificação de situações de risco e agilizar a resposta das equipes responsáveis pela segurança.
Inclusão na operação
A estrutura de segurança também contará com profissionais com diferentes perfis e experiências. Entre eles estará um vigilante que utiliza cadeira de rodas e atuará no Centro de Controle Operacional.
A participação faz parte de iniciativas de inclusão no ambiente de trabalho e demonstra a possibilidade de incorporar profissionais com deficiência a funções relacionadas ao planejamento e monitoramento de grandes operações.
A edição de 2026 marca ainda 20 anos de parceria entre a empresa responsável pela operação de segurança e o Rock in Rio. Ao longo desse período, a estrutura de segurança do festival passou por mudanças acompanhando a evolução das tecnologias de monitoramento e das necessidades de grandes eventos.






















