Brasília, 1º de setembro de 2026 – O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira (1º) em alta de 1,3%, aos 179.722,48 pontos, alcançando o maior nível desde 12 de maio. O dólar comercial recuou 0,54% e encerrou o dia cotado a R$ 5,153.
O desempenho do mercado brasileiro ocorreu em meio à forte valorização do petróleo no exterior, em um cenário de aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e de preocupações com a oferta global da commodity.
O petróleo Brent, referência internacional, subiu 4,6%, para US$ 94,65 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 5,2%, encerrando a sessão a US$ 90,22.
Dólar recua durante o pregão
O dólar chegou a R$ 5,20 no início da sessão, após a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro referentes ao segundo trimestre. A economia cresceu 0,5% entre abril e junho, depois de registrar expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano.
A desaceleração da atividade econômica aumentou as expectativas de que o Banco Central possa retomar os cortes da taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. Juros menores tendem a reduzir a atratividade de investimentos denominados em reais para investidores estrangeiros.
Ao longo do dia, entretanto, a moeda americana perdeu força e passou a operar em queda, acompanhando o comportamento de outras moedas de países emergentes e a valorização do petróleo. Por volta das 14h20, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,13.
Na direção oposta, o dólar ganhou força em relação a moedas de economias desenvolvidas. O índice DXY, que acompanha a moeda americana diante de uma cesta formada por seis divisas, subia 0,27%, aos 99,681 pontos, no fim da tarde.
Com o resultado desta terça-feira, o dólar acumula queda de 6,12% em relação ao real em 2026.
Petrobras impulsiona Ibovespa
A alta do Ibovespa foi liderada pelas ações da Petrobras, que acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional.
Os papéis preferenciais da companhia subiram 4,11%, enquanto as ações ordinárias avançaram 4,14%. A alta da commodity também favoreceu outros ativos relacionados ao setor de petróleo e gás.
O mercado acompanhou ainda o reajuste de 13,9% no preço médio do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras para setembro.
Outro dado observado pelos investidores foi o recorde da produção brasileira de petróleo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o país atingiu produção de 4,5 milhões de barris por dia em julho.
PIB reforça expectativa sobre juros
A divulgação do PIB esteve entre os principais fatores analisados pelo mercado. O crescimento de 0,5% no segundo trimestre representou uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando a economia havia avançado 1,1%.
O resultado refletiu a retração do consumo das famílias e o menor dinamismo da indústria. A perda de ritmo da atividade, por outro lado, reforçou as expectativas de que o Banco Central possa promover novos cortes na taxa básica de juros.
O fluxo de capital estrangeiro também permanece no radar. Na última sessão de agosto, o mercado acionário brasileiro registrou saída líquida de R$ 130 milhões em recursos estrangeiros. Até o dia 28 de agosto, o saldo negativo acumulado no mês chegava a aproximadamente R$ 18,6 bilhões.
Cenário internacional
O desempenho da bolsa brasileira contrastou com o mercado acionário dos Estados Unidos. O índice S&P 500 encerrou o dia em queda de 0,71%.
No mercado de títulos públicos americanos, o rendimento dos papéis do Tesouro com vencimento em dez anos avançou, em meio a um movimento global de venda desses ativos.
Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã. A movimentação aumentou as preocupações sobre a oferta internacional da commodity, especialmente diante dos riscos relacionados ao Estreito de Ormuz.
O Brent para novembro subiu US$ 4,16, uma alta de 4,6%, e terminou o dia em US$ 94,65 por barril. O WTI avançou US$ 4,46, equivalente a 5,2%, para US$ 90,22.
A intensificação do conflito no Oriente Médio elevou os riscos para o fornecimento de petróleo e derivados e voltou a influenciar os mercados financeiros globais.
Fonte:Agência Brasil.






















