A revisão dos contratos de Tecnologia da informação (TI) tem ganhado espaço entre empresas que buscam reduzir custos e aumentar a eficiência operacional. O movimento ganhou força após o setor público identificar desperdícios significativos em contratos de tecnologia.
Em janeiro de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou uma auditoria ampla sobre contratos de TI da administração pública federal após identificar casos de superfaturamento. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a revisão de 37 contratos em 2025 gerou economia de R$ 831 milhões antes mesmo da realização de novas licitações.
De acordo com João Neto, CEO da Unentel, muitas organizações mantêm contratos sem uma revisão periódica, o que pode resultar em desperdícios financeiros.
Segundo o executivo, é comum encontrar contratos duplicados, serviços contratados que não são utilizados e fornecedores que entregam menos do que foi acordado, sem que isso seja identificado por falta de auditorias regulares.
Além da redução de custos, a revisão contratual também permite reavaliar cláusulas relacionadas aos níveis de serviço, critérios de reajuste, proteção de dados e responsabilidades entre as partes.
Outro ponto destacado é a adoção de modelos como o Technology as a Service (TaaS), que substituem a aquisição tradicional de equipamentos pelo acesso contínuo à tecnologia, incluindo suporte e gestão dos serviços.
Ainda segundo a empresa, a análise periódica dos contratos ajuda as organizações a adequar seus investimentos às necessidades atuais do negócio, além de ampliar a previsibilidade financeira e reduzir riscos operacionais.
João Neto afirma que o foco das empresas deve ir além do valor investido em tecnologia, avaliando também o retorno obtido com cada contrato firmado e a efetividade dos serviços prestados.






















