A utilização de Inteligência Artificial no setor hospitalar brasileiro segue em expansão. Um levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados em parceria com a Associação Brasileira de Startups de Saúde e Healthtechs aponta que mais de 60% dos hospitais privados do país já utilizam modelos de IA integrados às operações.
O objetivo das instituições é ampliar a eficiência operacional, reduzir custos na área da saúde e melhorar a qualidade assistencial oferecida aos pacientes.
Apesar do avanço tecnológico, especialistas afirmam que o planejamento de estoques e compras ainda representa um dos principais desafios da cadeia de suprimentos hospitalar.
Gestão de estoques ainda é ponto crítico
Nesse cenário, a GTPLAN vem ampliando o uso de ferramentas de Inteligência Artificial voltadas para previsão de demanda, gestão de estoques e planejamento hospitalar.
Segundo a empresa, hospitais que adotaram suas soluções registraram:
- redução de até 40% no excesso de inventário;
- diminuição de 80% no tempo dedicado a compras e planejamento;
- ganho de 5% no nível de serviço hospitalar.
A companhia atua desde os primeiros projetos de digitalização e gestão inteligente de estoques no setor de saúde e afirma ter gerado economia milionária para grandes instituições ao longo dos últimos anos.
Machine learning e IA conversacional ganham espaço
Em 2018, a GTPLAN passou a utilizar algoritmos de machine learning para previsão de demanda hospitalar.
Já em 2019, lançou um BOT conversacional com Inteligência Artificial voltado ao atendimento de vendedores do marketplace da empresa.
Mais recentemente, em 2024, a companhia integrou ao sistema um BOT interpretador de cenários conectado ao ChatGPT.
A ferramenta permite que planejadores hospitalares obtenham rapidamente análises sobre:
- riscos de ruptura de estoque;
- excesso de inventário;
- criticidade de medicamentos;
- alternativas de compra.
Segundo a empresa, o recurso torna o processo de análise mais ágil e preciso.
Segurança do paciente é principal preocupação
Para Glaucio Dias, o uso de IA no ambiente hospitalar exige cautela e processos estruturados.
“Enquanto muitos enxergam a IA como uma solução imediata, esquecendo das complexidades da cadeia de suprimentos hospitalar, nós sabemos que a Tecnologia precisa respeitar um princípio básico: a segurança do paciente”, afirma.
Segundo ele, a Inteligência Artificial só produz resultados efetivos quando aplicada sobre operações organizadas e processos confiáveis.
“A IA só faz sentido se aplicada em processos de planejamento de estoques e compras estruturados e confiáveis. Do contrário, multiplica erros”, ressalta.
Empresa aposta em agentes autônomos de IA
A GTPLAN também prepara novos investimentos em automação baseada em Inteligência Artificial para os próximos anos.
Entre os projetos em desenvolvimento está a criação de agentes autônomos de IA capazes de antecipar demandas e executar rotinas operacionais sem intervenção humana.
Segundo Thiago Fialho, a empresa vem intensificando investimentos em pesquisa, desenvolvimento e treinamento interno.
“Estamos preparando nossos times para esse novo momento, promovendo aculturamento, capacitação e governança”, afirma.
Especialistas alertam para risco de projetos sem resultado
A companhia também defende uma visão mais cautelosa sobre o uso indiscriminado da Inteligência Artificial no ambiente corporativo.
Segundo estudos do Massachusetts Institute of Technology divulgados em 2025, cerca de 95% dos projetos de IA no mundo ainda não geram impacto real no lucro das empresas.
Para a GTPLAN, a diferença está na combinação entre tecnologia, governança e organização de processos.
A empresa acredita que o futuro da saúde digital será sustentado por três pilares principais:
- organização de dados e processos;
- aplicação contextualizada da IA;
- governança humana associada à inovação.






















