A Vibra Energia iniciou 2026 com resultados robustos e avanço operacional em diferentes frentes de negócios. A companhia registrou EBITDA ajustado de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre do ano, sustentado por crescimento da rede de postos, expansão de contratos corporativos e fortalecimento da estratégia de suprimento em meio a um cenário geopolítico marcado por volatilidade e restrições de oferta.
O volume total de vendas alcançou 8.737 mil metros cúbicos, enquanto a margem EBITDA ajustada chegou a R$ 350 por metro cúbico. Já a margem EBITDA ajustada recorrente foi de R$ 258/m³.
Segundo a empresa, a estratégia adotada permitiu garantir abastecimento pleno a clientes e parceiros, mesmo diante das oscilações nos preços internacionais dos combustíveis e da possibilidade de escassez de produtos no mercado global.
O CEO da companhia, Ernesto Pousada, destacou que a atuação da Vibra vai além da distribuição de combustíveis, desempenhando papel estratégico em setores essenciais da economia, como transporte, agronegócio, aviação e Mobilidade urbana.
A companhia também avançou na expansão da rede embandeirada, registrando 155 novos postos no trimestre — recorde histórico para um único período. O saldo líquido foi de 58 novas unidades, totalizando 7.514 postos em operação. O volume médio mensal da rede cresceu 11% na comparação anual.
As lojas BR Mania também apresentaram expansão de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na frente financeira, a Vibra reduziu sua alavancagem para 2,0 vezes, reforçando a solidez da estrutura de capital e a estratégia de disciplina financeira. Segundo a companhia, o retorno total entregue aos acionistas nos últimos 12 meses alcançou 108%, superando indicadores como o Ibovespa e o CDI.
O segmento de lubrificantes, considerado estratégico para o crescimento da empresa, registrou o maior volume já alcançado em um primeiro trimestre, com avanço de 7% frente ao 1T25. A empresa também lançou a primeira embalagem flexível tipo pouch para lubrificantes no Brasil, iniciativa voltada à redução de custos logísticos e impactos ambientais.
A Vibra destacou ainda avanços regulatórios considerados positivos para o setor. Entre eles estão a implementação da monofasia da nafta, em janeiro de 2026, e a regulamentação do devedor contumaz, em março deste ano. Segundo a companhia, as medidas contribuem para maior equilíbrio competitivo, combate à sonegação e fortalecimento da transparência no mercado de combustíveis.
No segmento de renováveis, a empresa informou que segue acompanhando as transformações do setor energético, apesar dos desafios relacionados ao curtailment e ao aumento dos preços da energia. A controlada Comerc manteve conversão de caixa alinhada ao mesmo período do ano passado.
A companhia afirmou que continuará focada em crescimento sustentável, geração de valor e disciplina na gestão de capital, mantendo atenção ao cenário macroeconômico e às mudanças no setor energético.






















