O uso da Inteligência Artificial (IA) na experiência do cliente avança em ritmo acelerado e já se consolidou como ferramenta estratégica em diversos setores. De acordo com pesquisa global da McKinsey & Company, 65% dos executivos recorrem à Tecnologia para fortalecer a relação com clientes, refletindo em ganhos de eficiência e maior fidelização.
O estudo indica que empresas que incorporaram IA no atendimento registraram até 20% de crescimento na satisfação dos consumidores e 15% de aumento na precisão das respostas no primeiro contato. No Brasil, operadoras de telecomunicações e plataformas digitais relatam redução de cerca de 30% no tempo médio de resposta, além de maior disponibilidade das equipes para demandas mais complexas.
Para Hygor Lima, especialista em gestão de processos e fundador da Potencialize Resultados, a adoção da tecnologia deixou de ser tendência e passou a ser requisito de competitividade. “A IA permite reduzir em minutos o tempo de atendimento, prever demandas e personalizar ofertas em escala. Quem continuar operando no improviso perderá espaço para concorrentes mais estruturados”, afirma.
Personalização e eficiência
A personalização é um dos principais diferenciais proporcionados pela IA. As soluções analisam histórico de consumo, comportamento em tempo real e preferências dos clientes, tornando recomendações mais assertivas.
“A tecnologia amplia a autonomia das equipes e garante uma jornada consistente, sem depender apenas da memória ou do improviso de quem atende. Isso melhora a experiência e fortalece a confiança do consumidor”, observa Lima.
Além de agilizar interações, os sistemas são utilizados para antecipar problemas, como alertar sobre contas fora do padrão, sugerir alternativas de pagamento e ajustar estoques conforme previsões de demanda. “A empresa que adota IA deixa de ser apenas reativa e passa a agir de forma preventiva. Essa proatividade transforma a relação com o cliente e aumenta a rentabilidade”, completa o especialista.
Desafios e expansão
Apesar dos avanços, ainda há desafios relacionados à privacidade de dados, integração tecnológica e receio de perda do contato humano. Mesmo assim, a expectativa é de expansão acelerada. Segundo a pesquisa da McKinsey, 92% dos executivos pretendem ampliar investimentos em IA nos próximos três anos, e mais da metade projeta aumento de pelo menos 10% no orçamento destinado à tecnologia.
“O recado é claro: inteligência artificial não é mais diferencial, é condição básica para empresas que querem manter relevância no mercado”, reforça Lima.
Cinco formas de aplicar IA na experiência do cliente
Chatbots inteligentes: atendimento 24 horas com linguagem natural, reduzindo o tempo médio de resposta.
Análise preditiva: previsão de demandas, identificação de riscos e ofertas personalizadas antes da solicitação do cliente.
Recomendações em tempo real: cruzamento de dados de consumo para sugerir produtos e serviços mais alinhados ao perfil do consumidor.
Automação de backoffice: integração de sistemas internos para reduzir erros operacionais e liberar equipes para tarefas estratégicas.
Monitoramento de sentimento: análise de interações em redes sociais e canais de atendimento para identificar pontos críticos na jornada do cliente.
Entre os segmentos que devem liderar a adoção da IA estão telecomunicações, bancos digitais, varejo online e empresas de serviços. Para o especialista, o equilíbrio entre tecnologia e atendimento humanizado será determinante. “A IA deve ser apoio, não substituto, exigindo equipes treinadas para equilibrar eficiência e empatia. Hoje, não é mais diferencial: é condição básica para manter relevância”, conclui.




















