Uma análise sobre o turismo estrangeiro no Brasil entre 2023 e 2025 indica crescimento e diversificação no perfil de visitantes internacionais no país. O levantamento reúne dados sobre a presença de viajantes de diferentes nacionalidades em hotéis administrados por uma rede hoteleira com atuação nacional.
Os números mostram participação expressiva de turistas provenientes da América do Norte, América do Sul e Europa, reforçando a posição do Brasil como destino relevante no cenário turístico internacional. No período analisado, os Estados Unidos aparecem como principal país emissor, com 41.891 reservas registradas. Em seguida, destacam-se Argentina (10.154), Espanha (7.108), Chile (6.966) e Paraguai (6.366). Na Europa, Itália (3.535) e Portugal (3.323) também apresentaram volume significativo, enquanto países como o Peru registraram crescimento mais acentuado, especialmente em 2025.
Os dados indicam que hotéis localizados em grandes centros urbanos, regiões estratégicas e áreas próximas a aeroportos concentraram a maior parte do público estrangeiro. Unidades situadas na Região Metropolitana de São Paulo lideraram o volume de reservas, evidenciando a importância da capital paulista como porta de entrada e polo corporativo. Também aparecem com destaque empreendimentos no Sul, Sudeste e em destinos turísticos consolidados, refletindo a combinação entre viagens de negócios, conexões aéreas e turismo de lazer.
A análise regional aponta que o Sudeste concentrou o maior fluxo de visitantes internacionais, com 42.416 reservas, impulsionado principalmente por turistas dos Estados Unidos, Espanha e Argentina. O Sul registrou 35.210 reservas, com forte presença de viajantes de países vizinhos, como Argentina, Paraguai e Chile, favorecidos pela proximidade geográfica e pelas fronteiras terrestres. No Nordeste, foram contabilizadas 4.053 reservas, com crescimento mais evidente em 2025, especialmente de visitantes portugueses. Já a Região Norte somou 1.048 reservas, apresentando participação menor, porém com indícios de avanço gradual, sobretudo de turistas da América do Norte e da Ásia.
No recorte mais recente, entre dezembro de 2024 e março de 2025, os dados mantêm a tendência de concentração nas regiões Sudeste e Sul, ao mesmo tempo em que indicam aumento do interesse por destinos de lazer, especialmente no Nordeste.
Especialistas do setor avaliam que os números refletem tanto o potencial turístico do Brasil quanto a importância da infraestrutura urbana, da conectividade aérea e da proximidade regional para a atração de visitantes estrangeiros.






















