O Banco Central do Brasil se prepara para lançar o Pix via biometria, ampliando a iniciativa do Pix por Aproximação. A funcionalidade, prevista para o primeiro semestre, promete reforçar a segurança das transações e melhorar a experiência dos usuários ao permitir autenticação por impressão digital ou reconhecimento facial.
No entanto, especialistas da ManageEngine — divisão da ZohoCorp e referência em gestão de TI — alertam que 2026 também deve marcar o avanço das fraudes biométricas impulsionadas pela inteligência artificial (IA).
Segundo a empresa, o uso crescente de IA tem tornado ataques antes complexos mais acessíveis, automatizados e difíceis de detectar. Sistemas de autenticação biométrica, que ganharam popularidade como sinônimo de segurança, passaram a figurar como novos vetores de ataque.
Embora o setor financeiro siga como um dos principais alvos, os riscos já se expandem para áreas como saúde, governo, varejo e serviços digitais.
Biometria como novo vetor de ataque
Especialistas apontam que a biometria deixou de ser apenas uma camada adicional de proteção e passou a exigir abordagens mais robustas. Técnicas como deepfakes, clonagem facial e simulação de impressões digitais elevam o nível de sofisticação das fraudes.
Com isso, empresas precisarão revisar investimentos e estratégias para fortalecer a proteção de identidades digitais, adotando autenticação multifator, monitoramento contínuo de ameaças e soluções baseadas em análise comportamental.
Impacto no mercado de cibersegurança
A mudança no cenário de ameaças tende a impulsionar o mercado de cibersegurança, que poderá atingir US$ 3,36 bilhões até 2030, segundo projeções do setor. A expectativa é de crescimento na demanda por soluções que integrem biometria com inteligência artificial defensiva, criptografia avançada e gestão de identidade digital.
Para especialistas, o desafio será equilibrar conveniência e proteção, garantindo que novas funcionalidades, como o Pix via biometria, mantenham alto padrão de segurança sem comprometer a experiência do usuário.
Boas práticas para reduzir riscos
Entre as recomendações para organizações e usuários estão:
- Adotar autenticação multifator, combinando biometria com senhas ou tokens.
- Investir em sistemas de detecção de anomalias baseados em IA.
- Atualizar constantemente softwares e aplicativos financeiros.
- Monitorar tentativas suspeitas de acesso e transações fora do padrão.
- Promover educação digital para conscientizar usuários sobre golpes emergentes.
Com a ampliação do Pix e o avanço da biometria nas transações financeiras, especialistas reforçam que segurança digital precisa evoluir no mesmo ritmo das inovações tecnológicas.




















