A Amcham Brasil avaliou de forma positiva o encontro realizado nesta quinta-feira (7), em Washington, entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Segundo a entidade, a reunião fortalece o diálogo bilateral no mais alto nível e abre espaço para avanços em temas considerados estratégicos para as duas economias.
A entidade destacou que o encontro pode contribuir para acelerar negociações envolvendo comércio exterior, economia digital, energia, minerais críticos e tarifas comerciais, além de fortalecer a cooperação econômica entre os dois países em um momento de elevada atenção do setor produtivo às relações internacionais.
De acordo com o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o setor empresarial espera que a aproximação política resulte em medidas concretas capazes de ampliar a previsibilidade econômica e evitar novos entraves comerciais.
“O encontro de hoje é um passo importante. A expectativa do setor empresarial é que ele abra caminho para resultados concretos em áreas como tarifas, minerais críticos, economia digital e energia, entre outras”, afirmou o executivo em nota oficial divulgada pela entidade.
A Amcham ressaltou ainda que será fundamental avançar com rapidez nas reuniões técnicas acordadas pelos dois governos. Segundo a instituição, a criação de um cronograma de trabalho para os próximos 30 dias poderá acelerar as discussões e permitir maior participação do setor empresarial nas negociações bilaterais.
Entre os principais pontos de atenção está a investigação conduzida pelos Estados Unidos no âmbito da chamada Seção 301, mecanismo utilizado pelo governo norte-americano para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses econômicos do país.
Para a entidade, uma solução negociada pode evitar novas restrições comerciais e contribuir para ampliar a cooperação econômica entre as duas maiores economias do continente.
A Amcham também destacou a relevância econômica da relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo dados apresentados pela entidade, o intercâmbio bilateral movimenta mais de US$ 100 bilhões por ano em comércio de bens e serviços, envolvendo cadeias produtivas altamente integradas e investimentos relevantes entre os dois países.
Os Estados Unidos permanecem como o principal investidor estrangeiro no Brasil, além de figurarem entre os principais destinos para investimentos produtivos de empresas brasileiras no exterior.
Uma pesquisa realizada pela Amcham em abril de 2026 mostrou que 86% das empresas consultadas demonstraram preocupação com a possibilidade de novos aumentos tarifários para acesso ao mercado norte-americano. O levantamento reforça o interesse do setor privado em ampliar a previsibilidade nas relações comerciais bilaterais.
A entidade afirma que pretende continuar colaborando com os governos e o setor produtivo para aprofundar a integração econômica e fortalecer o ambiente de negócios entre os dois países.
Especialistas avaliam que o fortalecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos pode gerar impactos positivos em setores estratégicos como agronegócio, Tecnologia, indústria, energia e infraestrutura, especialmente diante das mudanças nas cadeias globais de produção e do aumento das disputas comerciais internacionais.
O avanço das negociações também é acompanhado com atenção por empresas exportadoras brasileiras, que buscam maior estabilidade regulatória e melhores condições de acesso ao mercado norte-americano, considerado um dos mais importantes para produtos industrializados e serviços brasileiros.






















