A participação feminina no mercado de trabalho brasileiro apresenta diferenças expressivas entre os setores econômicos. É o que revela o Panorama do RH 2026, estudo elaborado pela Caju com base em dados de 59 mil empresas clientes. Segundo o levantamento, as mulheres representam 61% dos colaboradores com informação de gênero declarada na base analisada, mas essa participação varia de 17% a 74%, dependendo do segmento.
O setor de Serviços concentra a maior presença feminina, com 74% dos colaboradores. Em seguida aparecem o Varejo, com 70%; a categoria “Outros”, com 62%; e Bares e Restaurantes, com 56%.
Na outra ponta, Tecnologia da Informação (TI) registra participação feminina de 47%, enquanto a Construção permanece como o setor com menor representatividade das mulheres, com apenas 17% dos profissionais.
Metas de diversidade devem considerar características de cada setor
De acordo com o estudo, os dados evidenciam que políticas de diversidade, atração de talentos e desenvolvimento profissional precisam levar em consideração as características estruturais de cada segmento econômico.
Segundo a análise, estabelecer comparações diretas entre setores com perfis historicamente distintos pode resultar em metas pouco realistas e avaliações equivocadas sobre os avanços na representatividade feminina.
Empresas ampliam monitoramento de indicadores de diversidade
O levantamento também destaca o crescimento do uso de indicadores para acompanhar ações de diversidade, equidade e inclusão (DE&I). Dados da pesquisa “Diversidade, Equidade e Inclusão nas Organizações” (Ciclo 2024/2025), da Deloitte Brasil, mostram que 88% das empresas já monitoram indicadores relacionados ao tema.
Além disso, 90% das organizações afirmam considerar objetivos estratégicos de diversidade, equidade e inclusão na definição do orçamento anual, reforçando a tendência de decisões corporativas orientadas por dados.






















