Mercado pet brasileiro é o terceiro que mais fatura no mundo, segundo especialistas. Soluções criativas aquecem o setor

Segmentos de alimentação, serviços e saúde voltados exclusivamente aos bichos de estimação são os principais motores da economia do setor. Só em 2017, o segmento pet movimentou 20,3 bilhões de reais

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O mercado voltado para animais doméstico tem mostrado seu potencial a cada ano em todo o mundo. No Brasil, não é diferente. A população nacional de bichos é expressiva, são aproximadamente 132,4 milhões de animais de estimação, entre cães (52,2 milhões), gatos (22,1 milhões), aves (37,9 milhões), entre outros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tamanha relevância, acalorou o mercado segmentado e posicionou o país como o terceiro com o maior faturamento no setor, atrás apenas dos Estados Unidos e Reino Unido.

Só em 2017, o segmento pet movimentou 20,3 bilhões de reais, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (AbinPet). O crescimento em relação ao ano anterior foi de 7,9%, quando a movimentação foi de 18,9 bilhões. Os setores com maior destaque são os de PetFood (68,6%) e de PetServ (15,8%) – serviços voltados especialmente aos bichos. A área de saúde para os animais também aparece em destaque nos indicativos, na pesquisa, o PetVet respondeu a 7,9% do faturamento nacional no setor.

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

Para manter diferenciais no segmento, que está competitivo, não param de surgir novas abordagens voltadas aos bichanos. De padarias especializadas até produtos personalizados apenas para os pets, a criatividade no setor o torna ainda mais atraente para o consumo, aumentando o potencial de mercado.

A pulverização do setor motivou até mesmo desenvolvedores brasileiros. Unindo a tecnologia ao cenário animal, eles apostaram em um aplicativo para facilitar a rotina de médicos veterinários. Bruno Ducatti é empreendedor, desenvolvedor de novos negócios do segmento digital e co-fundador do “Vet Smart”. São dois aplicativos, um voltado a cães e gatos, e outro a bovinos e equinos. No país, atualmente, as ferramentas são consideradas a principal solução tecnológica de apoio a tomada de decisão clínica e emergência e médicos veterinários.

Assim como a tecnologia mobile, o mercado pet é um dos nichos mais promissores do Brasil. “O aplicativo é mais que um bulário veterinário. Nele tem informações técnicas e atualizadas de milhares de produtos que fazem parte da rotina do médico veterinário. Além disso, disponibiliza outras ferramentas na plataforma, como transmissão de palestras de professores renomados, biblioteca de doenças e raças, e as calculadoras – que são 12, entre elas: idade do animal, gestação, necessidade energética diária – que auxiliam o especialista no atendimento”, descreve Ducatti, co-fundador do app que, em um ano de existência, tornou-se o aplicativo de veterinária mais baixado e acessado da América Latina e um dos maiores do mundo.

Além de facilidades advindas com a tecnologia, com a boa prospecção do setor pet outras atividades surgiram nos últimos anos. Entre as atividades criativas que estão em ascensão no setor, pode-se citar serviços como pet sitter, táxi pet e atendimentos de hospedagem especializado para cães e gatos.

Bruno Ducatti reside em São Paulo, é empreendedor e desenvolvedor de novos negócios do segmento digital. É graduado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em publicidade e propaganda. Ducatti possui larga expertise em tecnologia mobile, marketing para dispositivos móveis, marketing digital e publicidade online, além de criação de Modelos de Negócio Digitais

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