Os Estados Unidos deixaram de fora da nova tarifa adicional de 25% alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano. Entre os itens isentos estão aeronaves civis, petróleo, café e carne bovina, que juntos responderam por aproximadamente um terço da pauta de exportações brasileiras para os EUA no primeiro semestre de 2026.
A sobretaxa foi anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e deverá entrar em vigor no próximo dia 22.
Produtos isentos da nova tarifa
Além de aeronaves, óleo, café e carne bovina, também ficaram de fora da cobrança adicional:
- celulose;
- minério de ferro;
- ferro-gusa;
- laranja;
- suco de laranja.
Segundo o governo americano, as isenções foram concedidas a produtos que não são produzidos internamente em quantidade suficiente ou a preços considerados competitivos, com o objetivo de evitar desabastecimento e impactos sobre consumidores e empresas dos Estados Unidos.
Setores afetados
Por outro lado, diversos segmentos da indústria brasileira não conseguiram escapar da nova tributação.
Entre os produtos atingidos pela tarifa de 25% estão:
- ferro e aço;
- vestuário;
- calçados;
- açúcar;
- etanol;
- produtos farmacêuticos;
- maquinário agrícola;
- máquinas elétricas não ligadas ao setor aeronáutico;
- outros produtos manufaturados.
A medida pode afetar especialmente empresas com maior dependência das exportações para o mercado americano.
Investigação do USTR
As tarifas foram impostas após uma investigação conduzida pelo USTR.
O órgão americano afirmou que determinadas práticas adotadas pelo Brasil seriam “descabidas” e estariam onerando ou restringindo o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores dos Estados Unidos.
Reação do governo brasileiro
O governo brasileiro reagiu criticando a decisão e declarou que não reconhece a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR.
Em nota, o Brasil afirmou que “não há justificativa para essas medidas” e informou que pretende adotar instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional.
O governo também anunciou que retomará a discussão no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A decisão americana ocorre em um momento de forte crescimento das exportações brasileiras para a China e de redução da participação dos Estados Unidos na pauta comercial do Brasil, cenário que vem ampliando o debate sobre a diversificação dos mercados externos.
Com informação Agência Brasil.






















