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Cresce o número de dados vazados que facilitam a prática de golpes e até sequestros via Pix

Entenda como o avanço tecnológico pode abrir portas para a prática de crimes mais sofisticados e saiba como se proteger nesta era moderna

Um simples número de telefone pode ser considerado crucial para que bandidos de todo o mundo consigam faturar muito dinheiro através da aplicação de golpes virtuais.

Atualmente dados que vão de CPF, número de telefone, e-mail e, até, o nome completo de uma pessoa são usados constantemente por empresas para atingir um determinado público alvo, fornecer um serviço personalizado e muito mais.

Porém o crime acompanhou a modernidade, visto que cada vez mais os golpes virtuais vão se sofisticando e atingindo mais vítimas. Basta ver, por exemplo, o vazamento de informações pessoais de mais de 223 milhões de brasileiros em janeiro de 2021, com informações de CPF, benefícios do INSS, renda, score de crédito e muito mais.

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Uma observação interessante a se fazer é que o número vazado é maior do que a população brasileira, que tem cerca de 213 milhões de habitantes, uma vez que tais dados também incluem os de pessoas falecidas.

“Com a pulverização de compras, nós temos o crime organizado direcionado para uma nova modalidade. Então, antigamente, tinha aquela saidinha de banco, agora os bandidos estão direcionando para o crime cibernético, que é a modalidade de fraudes eletrônicas, clonagem de aplicativos, falsas informações com relação a produtos colocados à venda”, disse o Dr. Leandro Nava, especialista em direito do consumidor e relações de consumo online.

Táticas comuns

Uma das táticas mais comuns é a prática de ações fraudulentas caracterizadas por tentativas de enganar as pessoas para obter dados financeiros, senhas, dados pessoais e muito mais.

Phishing é o termo utilizado para denominar essa prática que, em outras palavras, é uma espécie de pescaria online, na qual as vítimas são fisgadas e têm seus dados roubados.

“Eles mandam um link para você clicar que, teoricamente, vai te direcionar para um site específico, mas, na verdade, eles criam páginas iguais a sites de renomes”, afirma Nava.

Ele ainda ressalta que essa prática caracteriza um trabalho extremamente qualificado, uma vez que, além de criarem sites de compras iguais aos originais, acabam apresentando boas narrativas para persuadir as pessoas através, na maioria das vezes, de grandes promoções.

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Dessa forma, segundo Navas, as pessoas são levadas a preencher cadastros com seus dados pessoais, como o nome completo, nascimento, RG, CPF, endereço de entrega, e-mail, os quais os bandidos utilizam para cometer fraudes.

Como se proteger

Para evitar sofrer com esse crime, é extremamente importante a pessoa ficar atenta ao link da página, sempre buscar um produto dentro do próprio site oficial da loja.

Além disso, é muito importante que o indivíduo que percebeu a fraude previamente leve ao conhecimento das autoridades policiais a existência de tal golpe. Dessa forma, a polícia pode rastrear e combater os crimes cibernéticos.

Os bandidos que praticam sequestros também se modernizaram e passaram a utilizar novas táticas.

Com o advento do Pix, modalidade que permite uma transferência imediata de dinheiro, os criminosos têm utilizado essa ferramenta para roubar suas vítimas.

Assim para receber o dinheiro do sequestro ou de golpes, eles têm criado contas bancárias frias que, em outras palavras, são criadas a partir de dados roubados; o que inviabiliza o rastreamento dos bandidos.

“O banco é responsável, de forma objetiva, com relação às aberturas de contas que eles fazem. Se o banco gera uma série de facilidades para ter um número alto de clientes, ele também precisa de uma rede de proteção para qualquer tipo de problema direcionado a esses clientes, seja o cliente que é o verdadeiro, seja o cliente falso”, afirma Navas.

Vale lembrar que, de acordo com o especialista, em caso de golpes virtuais, é possível buscar amparo nas instituições bancárias, uma vez que a vítima foi enganada, em se tratando de uma fraude. Porém, em caso de sequestro relâmpago, em que a pessoa é coagida para fazer a transferência de um determinado valor, não é de responsabilidade do banco, logo ele não tem a obrigação de retornar o dinheiro, tampouco responsabilidades diante desse tipo de situação.

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