A atividade econômica brasileira registrou crescimento de 0,6% em fevereiro de 2026, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado é medido pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que acompanha o desempenho da economia no país.
O avanço foi impulsionado principalmente pela indústria, que apresentou alta de 1,2% no período. Já o setor de serviços cresceu 0,3%, enquanto a agropecuária teve expansão mais moderada, de 0,2%.
Apesar do desempenho positivo no mês, na comparação com fevereiro de 2025 houve uma leve retração de 0,3%, considerando dados sem ajuste sazonal.
No acumulado de 12 meses até fevereiro, o indicador aponta crescimento de 1,9%, sinalizando uma trajetória de expansão gradual da atividade econômica.
O IBC-Br é considerado um termômetro da economia brasileira, pois reúne informações sobre os principais setores produtivos, como indústria, comércio, serviços e agropecuária, além de dados sobre arrecadação de impostos.
Embora seja frequentemente visto como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o Banco Central ressalta que o índice possui metodologia diferente e não substitui o indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda assim, o IBC-Br é utilizado como referência pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano.
A taxa de juros é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, influenciando o consumo, os investimentos e o ritmo da economia.
O desempenho recente reforça o cenário de crescimento moderado da economia brasileira, após o país registrar expansão de 2,3% no Produto Interno Bruto em 2025.
O resultado marcou o quinto ano consecutivo de crescimento econômico, com destaque para o desempenho da agropecuária ao longo do período.
A evolução dos indicadores nos próximos meses será acompanhada de perto por analistas e autoridades econômicas, especialmente diante de um cenário global ainda marcado por incertezas.
Com informação Agência Brasil.




















