O dólar e a bolsa brasileira encerraram a segunda-feira (14) sob pressão diante do aumento da aversão ao risco nos mercados. A valorização do petróleo, as tensões geopolíticas e as incertezas no cenário doméstico influenciaram os negócios.
O dólar à vista fechou a R$ 5,149, com alta de 0,49%. Apesar do avanço no dia, a moeda norte-americana acumula queda de 6,19% no ano.
O Ibovespa terminou o pregão aos 185.500,88 pontos, recuo de 0,91%. O índice oscilou entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,96 pontos, com volume financeiro de R$ 24,4 bilhões.
Dólar reduz alta durante a tarde
A moeda norte-americana chegou a subir mais de 1% durante a manhã e atingiu R$ 5,183. A valorização foi influenciada pelo fortalecimento do dólar no exterior e pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros.
Durante a tarde, a cotação perdeu força após declarações sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã reduzirem parte das preocupações relacionadas à oferta global de petróleo.
No exterior, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a seis moedas fortes, registrava alta de 0,41% no fim do pregão, aos 99,508 pontos.
No mercado de juros, os investidores também acompanham as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. O Federal Reserve (Fed) deve definir os juros norte-americanos na quarta-feira (17), enquanto as expectativas no Brasil apontam para continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic.
Bolsa recua com pressão sobre mineradoras
O Ibovespa caiu 0,91%, pressionado principalmente pelas ações de mineradoras. O movimento ocorreu em meio ao recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China.
As incertezas no cenário doméstico também contribuíram para a volatilidade do mercado.
No exterior, preocupações relacionadas aos impactos da inteligência artificial sobre diferentes setores da economia influenciaram o sentimento dos investidores. Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 0,48%.
Petróleo avança
O petróleo também esteve entre os principais fatores de pressão sobre os mercados. O Brent para novembro chegou a ser negociado a US$ 109,80 durante a manhã, após novos ataques contra infraestrutura energética e embarcações no Oriente Médio.
A cotação perdeu parte da alta durante a tarde diante de sinais de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e de informações sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia.
Mesmo com a redução dos ganhos, o petróleo Brent, referência internacional, fechou a sessão a US$ 105,68, alta de 1,02%.
A valorização do petróleo aumenta as preocupações com a inflação e pode influenciar as decisões de política monetária das principais economias. O tema deve continuar entre os fatores observados pelos mercados ao longo da semana.
Fonte: Agência Brasil






















