A inteligência artificial (IA) vem ganhando espaço nas estratégias empresariais, mas transformar projetos experimentais em aplicações de larga escala ainda é um dos principais desafios para as organizações. Dados do levantamento State of AI in the Enterprise 2026, da Deloitte, apontam que 42% das empresas brasileiras já utilizam IA para promover mudanças estruturais nos negócios.
Apesar do avanço, apenas 23% das empresas conseguiram ampliar pelo menos 40% de seus projetos-piloto de inteligência artificial. O cenário também aparece em estudo da Boston Consulting Group (BCG), segundo o qual apenas 5% das empresas conseguem gerar valor mensurável com IA em escala.
Os dados indicam uma mudança na forma como as empresas avaliam a tecnologia. Além da adoção de chatbots, agentes inteligentes e ferramentas de automação, organizações passaram a buscar aplicações capazes de aumentar a eficiência operacional, melhorar o atendimento, apoiar decisões e ampliar oportunidades de negócios.
Segundo César Baleco, CEO da empresa paranaense Irrah Tech, o principal desafio está em transformar a tecnologia em resultados concretos para as empresas.
“A inteligência artificial deixou de ser um diferencial por si só. O que realmente cria vantagem competitiva é a capacidade de transformar essa tecnologia em processos mais simples, decisões mais rápidas e uma experiência melhor para o cliente.”
Desafio da escala
O estudo da BCG aponta que 60% das empresas ainda não obtêm ganhos materiais com seus investimentos em inteligência artificial. Outros 35% começaram a ampliar o uso da tecnologia e já identificam algum retorno, embora ainda abaixo do esperado.
A dificuldade de escalar projetos está relacionada, entre outros fatores, à integração das ferramentas aos processos existentes, à preparação das equipes e à definição de objetivos claros para o uso da IA.
A expectativa entre executivos, porém, permanece positiva. De acordo com a pesquisa da Deloitte, 87% dos entrevistados acreditam que a inteligência artificial contribuirá para o crescimento das receitas nos próximos anos.
IA e canais digitais
Um dos setores que passa por mudanças com a expansão da tecnologia é o relacionamento entre empresas e consumidores. Ferramentas de automação, inteligência artificial e canais de mensagens vêm sendo utilizadas para atendimento, vendas e suporte.
Dados da 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos negócios, do Sebrae, mostram que oito em cada dez microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas apontam o WhatsApp como principal canal de comunicação e geração de negócios.
O avanço desses recursos também amplia o debate sobre como as empresas podem integrar diferentes tecnologias em suas operações, em vez de utilizar ferramentas isoladas.
Evento em Belo Horizonte
A discussão sobre a aplicação da inteligência artificial nos negócios estará entre os temas do Hotmart FIRE 2026, que será realizado entre 10 e 12 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).
O evento reunirá representantes do empreendedorismo, marketing, tecnologia e negócios digitais para discutir tendências e estratégias relacionadas à transformação digital.
A programação também inclui debates sobre o uso do WhatsApp como canal de vendas e relacionamento com clientes, além de temas ligados à automação e à inteligência artificial.






















