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Três dicas essenciais para quem pensa em trocar de carreira

Erika Linhares, executiva especialista em gestão de carreiras, aborda pontos importantes para quem pretende fazer uma transição profissional

Com a chegada da Covid-19 ao mundo, muitos aspectos no dia a dia da população foram repensados.

Um deles foi a carreira profissional. Questões sobre percepção das pessoas a respeito de seu trabalho e das habilidades que possuem para se manter no mercado tornaram-se recorrentes.

De acordo com uma pesquisa global realizada pela Pearson, 76% dos brasileiros disseram que a crise do coronavírus as fez repensar suas trajetórias profissionais e cerca de 60% disseram temer ter que mudar de carreira por conta da pandemia.

“Mudar de carreira nem sempre é fácil, rápido ou até mesmo indolor”, reflete Erika Linhares, executiva especializada em gestão de carreiras, pedagoga, palestrante e co-fundadora da B-Have.

A especialista explica que antes da mudança é necessário levar em consideração diversas questões. “A gente pode mudar de área dentro da própria empresa, você pode querer mudar de empresa, ou ir para uma profissão completamente diferente, ou você resolveu empreender. Você também pode estar querendo sair do setor público para o privado ou vice-versa. Mas o ponto chave para quaisquer dessas mudanças é fazer isso de forma estruturada tendo um planejamento estratégico, financeiro e comportamental”, explica.

Para quem está pensando em se aventurar em uma nova carreira, a executiva e palestrante Erika Linhares traz dicas importantes para ajudar a decidir os próximos passos e obter uma transição mais sólida e tranquila. Confira abaixo:

1. Analise as vantagens e desvantagens de cada opção:

O primeiro e mais importante passo é saber para onde ir. Muitas vezes, o que a gente cobiça não é bem o que a gente deseja para a vida. Nessas horas, é necessário ter em mente os prós e contras de cada uma das nossas opções.

“Empreender tem uma maior responsabilidade do que quando você é funcionário. Isso porque você está falando de custos, pessoas, estrutura, mas com certeza pode ser a realização de um sonho, além da possibilidades de ganhos maiores. Já no sistema público, você tem que se autogerenciar, se motivar, mas tem a questão da estabilidade. Conhecendo essas realidades você vai poder se preparar melhor e vai poder entender se você realmente quer essa transição, e se você tem comportamento e características para isso”, explica Erika.

2. Faça um plano

O planejamento estratégico é fundamental.

Se você quer se tornar um empreendedor, você precisa responder um questionário mental:

  • Quem é seu cliente?
  • Como é este mercado?
  • Quem é a concorrência?
  • Qual a dor você vai curar?
  • Qual é a sua proposta de valor?
  • Quais são os seus canais para chegar até o cliente?
  • Como é que você vai se relacionar com ele?
  • Quais são os seus recursos financeiros necessários?
  • Quais são as suas parcerias e atividades chaves para sua entrega?
  • Como você fatura?
  • Onde você ganha dinheiro?
  • Qual é o custo envolvido neste projeto?

“Você precisa estudar toda a área e o mercado”, diz a executiva.

Para quem se decidir pelo setor público, é necessário se preparar, estudar e ter muita disciplina. “Esse ponto exige muita perseverança até passar. É importante saber também do que você está abrindo mão para ter toda essa dedicação. Está preparado para isso?”, questiona Erika.

Em caso de mudança dentro da própria empresa para uma outra função, é importante saber quais novas habilidades serão requisitadas, bem como qual é a estratégia dessa área e quais são os objetivos e metas.

Porém, se a opção é mudar de organização, é imprescindível estudar para quais instituições você gostaria de colaborar, acionar seus contatos, networking, em alguns casos ir atrás de headhunters, atualizar o LinkedIn e o currículo.

3. Faça uma reserva financeira

Ter um planejamento financeiro é essencial para algumas dessas mudanças. Ter um dinheiro guardado para esse período proporciona uma certa tranquilidade e, assim, você pode se dedicar para essa transição. “Não corre o risco da desistência por problemas financeiros”, justifica a especialista.

Mas como em alguns casos essa poupança não é possível, Erika propõe que a transição seja feita de forma paralela. “Nunca é tarde, tente fazer em paralelo, vai causar menos sofrimento. Continue trabalhando com o que você já está acostumado, enquanto estuda uma outra possibilidade e aos poucos vá migrando. Quando você menos esperar já estará completamente inserido na nova carreira escolhida”, finaliza.

Sobre Erika Linhares:

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Erika Linhares

Executiva especializada em comportamento e cultura dentro de organizações, chegou a ser sacoleira aos 15 anos quando o pai, dono de uma imobiliária, perdeu tudo na década de 90. Trabalhou ainda na área pública na Prefeitura de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Depois de entrar na faculdade de pedagogia, começou a carreira no sistema privado aos 19 anos, ganhando R$ 350 reais como atendente de loja. Vinte anos depois, deixou o mercado corporativo como diretora nacional de uma das maiores empresas do Brasil para atuar como gestora de carreiras em sua empresa, a B-Have. Mais de 15 mil pessoas e 600 parceiros comerciais passaram pela gestão da executiva.

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