Quem é a nova mulher que celebra o Mês das Mulheres de 2021? - Revista Capital Econômico
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Quem é a nova mulher que celebra o Mês das Mulheres de 2021?

“Levei muito tempo para desenvolver uma voz e agora que a tenho, não vou ficar em silêncio.”

Assim como a Madeleine Albright ao dizer esta frase, eu acredito que é essencial ter conversas difíceis e apelos à ação quando observamos questões relacionadas com a desigualdade de gênero – quer envolvam nós mesmas ou outras pessoas, e insistir que elas sejam abordadas.

A celebração do dia internacional da mulher neste ano foi ampliada de tal forma que tomou o mês inteiro, onde, mais do que receber flores ou bombons, as mulheres – de todas as idades, classes sociais, culturas, têm buscado intencionalmente por espaços onde possam expor sua visão de mundo, suas expectativas e dificuldades, seus sonhos e anseios. As mulheres de hoje querem ter suas vozes reconhecidas.

“Uma mulher com voz é, por definição, uma mulher forte” – Melinda Gates

Mulheres fortes como as participantes do Comitê 80 em 8 – do Grupo Mulheres do Brasil – que, no e-book intitulado “Como?”, apresentam reflexões sobre a equidade de gênero bem como caminhos para que mais mulheres ocupem posições de liderança nas organizações.

Mulheres fortes como as 50 coautoras do livro Mulheres do Varejo que contam os desafios de ser mulher em um dos segmentos de maior empregabilidade, gerador de quase 1/3 do PIB brasileiro.

Mulheres fortes como as participantes do 30% Club que mobilizam uma campanha global para aumentar a diversidade, incentivar e apoiar presidentes e investidores a nomearem mais mulheres para seus conselhos e equipes de gestão sênior.

Mulheres fortes como as especialistas do programa Donas do Palco, que se dedicam a preparar mulheres para conquistarem os palcos que elas quiserem – presenciais ou virtuais -, ensinando ferramentas de introdução na arte de falar para públicos de diferentes tamanhos e estilos.

Mulheres fortes como as da Série Mulheres da Editora Leader que compartilham as suas biografias como forma de inspirar outras mulheres com suas experiências, vulnerabilidades e conquistas, deixando um legado para as futuras gerações.

Mulheres fortes como as mentoras do Mulheres do Comando que fomentam uma comunidade de desenvolvimento profissional para mulheres.

Mulheres fortes como as jovens que se tornaram influencers na política, na educação, nas artes e que usam sua juventude para fortalecer a importância da diversidade, equidade e inclusão buscando alcançar a grandeza deste Brasil tão imenso.

Mulheres fortes como as nossas filhas que nos ensinam a questionar o óbvio a cada instante. Que não mais perguntam apenas “por quê” mas também o “para quê”.

Mulheres fortes como as que provavelmente vem à sua mente agora.

Hoje há mais aceitação do que nunca que as mulheres trazem experiências, perspectivas e habilidades diferentes para a mesa e fazem contribuições insubstituíveis para decisões, práticas e leis que funcionam melhor para todos.

Tem sido assim, por exemplo, com as amplas demonstrações da atuação das mulheres liderando notavelmente os esforços de resposta e recuperação do COVID-19, lutando contra as negativas consequências sociais, econômicas e políticas.

Apesar de as mulheres constituírem a maioria dos trabalhadores da linha de frente de serviços essenciais, há uma representação desproporcional e inadequada das mulheres também nos espaços de políticas nacionais e globais.

Para se ter uma ideia da dimensão, as mulheres são Chefes de Estado e de Governo em apenas 20 países, em todo o mundo.

Além das persistentes barreiras sociais e sistêmicas pré-existentes à participação e liderança das mulheres, novas barreiras surgiram com a pandemia. Em todo o mundo, as mulheres enfrentam aumento da violência doméstica, tarefas não remuneradas de cuidado, desemprego e pobreza.

O resultado para as mulheres no nível individual tem sido sacrifícios de poder, status, renda, sonhos e, em muitos casos, a sua própria identidade; no nível coletivo, significa a continuação de um padrão em que as posições e decisões de poder permanecem sob a alçada dos homens – por isso os movimentos de transformação são tão relevantes. Por isso as mulheres não podem mais esperar.

Como sociedade precisamos buscar ativamente maneiras de lidar com a desigualdade.

O objetivo original da comemoração do dia internacional da mulher – alcançar a plena igualdade de gênero para as mulheres em todo o mundo – não foi realizado. E as mulheres têm escolhido não mais ficar silenciosas.

A versão 2021 das mulheres está pronta para novas narrativas

O caminho da mudança demanda que homens e mulheres trabalhem em conjunto para atingir esse objetivo.

O esforço coletivo e combinado pode alcançar muito mais do que iniciativas individuais e isoladas.

Não precisamos de mágica para transformar o mundo. Já carregamos todo o poder de que precisamos dentro de nós mesmos.

Vamos juntos?

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Tânia Moura é
Especialista em Gestão de Pessoas, Carreira e Diversidade. É mobilizadora de mais mulheres na Liderança. Diretora do Instituto Mulheres do Varejo, CoLider do Comitê 80 em 8 do Grupo Mulheres do Brasil, CoHead do Diversity Committee 30% Club, Idealizadora do Donas do Palco e Coordenadora Editorial da Série Mulheres.

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