Um levantamento realizado entre abril de 2024 e abril de 2025, com base em mais de 22 mil clientes de consórcios, revelou mudanças significativas no perfil do consumidor brasileiro que adere a essa modalidade de compra.
O estudo indica que os novos participantes estão mais maduros, possuem objetivos definidos e demonstram maior interesse em produtos de maior valor agregado.
Faixa etária e regiões
De acordo com os dados, 67,7% dos novos consorciados têm mais de 36 anos, sendo que 59,1% estão na faixa entre 36 e 59 anos. O público masculino representa 64,8% das adesões, enquanto 87% dos participantes são pessoas físicas.
As regiões Sudeste (42,8%) e Nordeste (24,3%) concentram a maioria das novas cotas, com destaque para os estados de São Paulo (23,2%), Minas Gerais (11,8%) e Bahia (7,1%).
Preferências e valores
O levantamento mostra que três em cada quatro clientes optaram por cotas com prazos superiores a 60 meses e valores a partir de R$ 70 mil. Os consórcios de veículos (42,6%) e de imóveis (41,9%) são os mais procurados.
Planejamento financeiro em alta
O crescimento da procura por cotas maiores e prazos mais longos reflete o atual cenário econômico, marcado por juros elevados e incertezas. O consórcio aparece como alternativa de planejamento financeiro, já que não envolve cobrança de juros e possibilita maior previsibilidade no orçamento.
Especialistas destacam que essa modalidade passou a ser vista não apenas como uma forma de contemplação futura, mas como um instrumento estratégico para quem deseja organizar metas de médio e longo prazo e construir patrimônio com maior segurança.
Exemplo prático
A experiência de Leandro de Souza Neiva, médico psiquiatra de 38 anos, ilustra esse movimento. Morador de Paracatu (MG), ele relata que escolheu o consórcio como forma planejada de adquirir um veículo. Para ele, a previsibilidade e a facilidade no acesso ao recurso foram decisivas na escolha.