A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil voltou a subir. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central do Brasil, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 passou de 5,09% para 5,11%.
Esta foi a 13ª alta consecutiva na estimativa dos analistas, mantendo a inflação acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Atualmente, a meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que fixa o limite superior em 4,5%.
Entre os fatores que pressionam as projeções estão os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e os reflexos sobre a cadeia produtiva e os alimentos.
Em abril, a inflação oficial registrou alta de 0,67%, influenciada principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos. No acumulado de 12 meses, o IPCA alcançou 4,39%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado ainda permaneceu dentro do intervalo de tolerância da meta.
A inflação de maio será divulgada pelo IBGE na próxima sexta-feira (12).
Projeções para os próximos anos
As previsões para os anos seguintes também sofreram ajustes:
- 2027: de 4,02% para 4,03%;
- 2028: 3,65%;
- 2029: 3,50%.
Apesar da desaceleração prevista ao longo dos próximos anos, as estimativas seguem acima do centro da meta de inflação.
Mercado prevê Selic em 13,5% ao fim de 2026
O boletim Focus também mostrou aumento na expectativa para a taxa básica de juros. A projeção para a Selic no encerramento de 2026 passou de 13,25% para 13,5% ao ano.
Atualmente, a taxa está em 14,5% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na reunião de abril, o colegiado promoveu um corte de 0,25 ponto percentual, a segunda redução consecutiva.
Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas.
Para os próximos anos, as projeções são:
- 2027: 11,5% ao ano;
- 2028: 10% ao ano;
- 2029: 10% ao ano.
O próximo encontro do Copom para definir os juros está marcado para os dias 16 e 17 de junho.
Economia brasileira tem leve melhora na projeção de crescimento
A expectativa para o crescimento da economia brasileira também apresentou pequena revisão positiva. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,9% para 1,91%.
As projeções para os anos seguintes permanecem em:
- 2027: 1,7%;
- 2028: 2%;
- 2029: 2%.
Segundo o IBGE, a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 2%.
Em 2025, o PIB avançou 2,3%, registrando o quinto ano consecutivo de crescimento, com destaque para o desempenho da agropecuária.
Dólar deve encerrar o ano em R$ 5,15
As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central mantiveram a previsão para a taxa de câmbio. A expectativa é de que o dólar termine 2026 cotado a R$ 5,15.
Para o fim de 2027, a projeção é de R$ 5,20 por dólar.
cominformação Agência Brasil.




















