A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o quartzito brasileiro da lista de produtos sujeitos à tarifa adicional de 25% trouxe alívio para parte da indústria nacional de rochas naturais. No entanto, o setor ainda enfrenta desafios, já que mármores e parte dos granitos permanecem submetidos à sobretaxa.
A manutenção das tarifas sobre esses produtos aumenta a pressão sobre empresas exportadoras que têm o mercado norte-americano como principal destino de suas vendas.
A medida ocorre em um momento de desempenho positivo para a indústria brasileira de rochas naturais. O setor encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados expressivos, registrando, em junho, o maior faturamento mensal de sua história e o segundo melhor desempenho semestral em exportações.
Apesar desse cenário favorável, representantes da indústria avaliam que as novas regras comerciais poderão afetar contratos, investimentos e a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
Especialistas destacam que a exclusão do quartzito reduz parte dos impactos das tarifas, mas não elimina os efeitos sobre segmentos que continuam sujeitos à cobrança adicional. A permanência da sobretaxa sobre mármores e parte dos granitos pode comprometer o desempenho das exportações e ampliar a necessidade de adaptação das empresas.
Entre as estratégias em análise pelo setor estão a diversificação de mercados, a redução da dependência do mercado norte-americano e a busca por novos destinos para as exportações, com o objetivo de preservar o ritmo de crescimento observado no primeiro semestre.
A indústria também acompanha os possíveis reflexos das medidas sobre o faturamento, a geração de empregos e a competitividade internacional, enquanto avalia os desdobramentos das novas regras para o comércio exterior brasileiro.






















