O gasto geral da administração pública brasileira alcançou R$ 931,9 bilhões nos dois primeiros meses de 2026. Os dados são da plataforma Gasto Brasil e consideram despesas das três esferas de governo até 28 de fevereiro, às 23h59.
Do total desembolsado, R$ 378,3 bilhões correspondem às despesas da União, o que representa 40,59% dos gastos. Os municípios foram responsáveis por R$ 290,2 bilhões (31,14%), enquanto os estados registraram R$ 263,4 bilhões em despesas, equivalente a 28,27% do montante geral.
A base reúne informações sobre despesas com pessoal e encargos sociais, investimentos, inversões financeiras — como aquisição de imóveis — e outros compromissos orçamentários. O objetivo é permitir o monitoramento contínuo das finanças públicas e ampliar a transparência na gestão fiscal.
Criado em abril de 2025 pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo, o painel busca fortalecer a tomada de decisões baseada em dados e contribuir para um ambiente mais eficiente na política econômica.
Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, é necessária uma reforma administrativa no Estado brasileiro para melhorar o planejamento e a eficiência das ações governamentais. Ele defende ainda incentivos a mecanismos de controle, como o teto de gastos, além de critérios claros para investimentos. Segundo Cotait, a ausência de reformas estruturais compromete a Sustentabilidade das contas públicas e afeta a capacidade de atuação do Estado.
Arrecadação fica abaixo das despesas
Com base nos dados do Impostômetro, também apurados em 28 de fevereiro às 23h59, a arrecadação de tributos somou R$ 731,7 bilhões no período. O valor ficou R$ 200,2 bilhões abaixo do total de gastos registrados.
O Impostômetro considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos — impostos, taxas e contribuições — incluindo multas, juros e correção monetária.






















