O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisou para cima a projeção do superávit da balança comercial brasileira em 2026. A estimativa passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, um aumento de 24,8% em relação à previsão divulgada em abril.
Se confirmada, a marca será a segunda maior da série histórica, ficando atrás apenas do recorde registrado em 2023. O saldo também representará crescimento de 32,3% em comparação aos US$ 68,1 bilhões obtidos em 2025.
Segundo o ministério, a revisão foi motivada pelo desempenho acima das expectativas das exportações e importações ao longo do primeiro semestre. Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras cresceram 11,5%, mesmo diante das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio e pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
Exportações e importações têm projeções ampliadas
Além da revisão do superávit, o Mdic também atualizou as estimativas para o fluxo de comércio exterior em 2026.
A expectativa é que as exportações brasileiras alcancem US$ 394,4 bilhões neste ano, valor US$ 30,2 bilhões superior ao projetado anteriormente.
Já as importações devem somar US$ 304,4 bilhões, acima da previsão de US$ 292,1 bilhões divulgada em abril.
De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, o aumento das projeções reflete a aceleração das operações comerciais.
“Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, afirmou.
Junho registra exportações recordes
Os novos números foram divulgados juntamente com o resultado da balança comercial de junho.
No mês, o Brasil registrou superávit de US$ 9,8 bilhões. As exportações atingiram o recorde de US$ 36,3 bilhões, crescimento de 24,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
As importações também avançaram, somando US$ 26,5 bilhões, alta de 14,4% na mesma comparação.
O principal destaque foi a indústria extrativa, cujas exportações cresceram 58,4%.
Petróleo lidera crescimento
O petróleo bruto foi o principal responsável pelo avanço das exportações brasileiras em junho.
Segundo o Mdic, o aumento foi resultado da combinação entre preços internacionais mais elevados e crescimento do volume embarcado. Em relação a junho do ano passado, o preço do petróleo subiu 67,6%, enquanto o volume exportado aumentou 6,8%.
Também contribuíram para o desempenho positivo o crescimento das exportações de soja, além do aumento das vendas externas de carnes, combustíveis e farelo de soja.
Saldo do semestre cresce 40%
No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 42,4 bilhões, superior aos US$ 30,2 bilhões observados no mesmo período de 2025.
Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras totalizaram US$ 184,8 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões, reforçando a expectativa do governo de que 2026 poderá registrar um dos melhores resultados da história do comércio exterior brasileiro.
Com informação Agência Brasil.






















