O fim da escala 6×1 avançou no Congresso, mas a mudança não altera imediatamente a rotina de trabalho. Aprovada pelo Senado na quarta-feira (14) e promulgada nesta sexta-feira (16), a emenda constitucional estabelece dois dias de descanso semanal remunerado e redução gradual da jornada, sem diminuição salarial. A implementação, porém, deve respeitar os prazos previstos no texto.
O que muda no salário? Quando começam as novas folgas? Como as empresas devem organizar as equipes? Essas dúvidas motivaram a entrevista da jornalista Kelly Couto com a advogada trabalhista e previdenciária Priscila Arraes Reino, autora de Burnout tem lei.
Na conversa, a especialista destacou um cuidado central para os trabalhadores: a aprovação da proposta não significa que a nova jornada passe a valer automaticamente. É necessário acompanhar os prazos para entender quando as mudanças terão efeito na prática.
Quando as mudanças começam a valer?
Segundo informações divulgadas pelo Senado, a transição começa 60 dias após a publicação da emenda. Por isso, a data da aprovação parlamentar, isoladamente, não deve ser usada como referência para mudar a escala de trabalho.
A redução da carga horária será feita em etapas. Na primeira, o limite semanal passa de 44 para 42 horas, com dois dias de descanso remunerado. Após mais 12 meses, a jornada máxima será de 40 horas semanais.
Salário e folgas estão entre as principais dúvidas
O texto aprovado assegura a redução da jornada sem corte salarial e prevê dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Isso não significa, necessariamente, que todos os trabalhadores terão folga aos sábados e domingos. A organização dos horários deve observar as regras aplicáveis a cada atividade.
Para quem trabalha seis dias e descansa apenas um, conhecer o calendário de implementação é essencial para acompanhar a adequação da empresa e compreender os efeitos sobre sua rotina.
Empresas precisam se preparar para a transição
A adaptação também exige planejamento dos empregadores. A distribuição dos turnos, a cobertura dos dias de funcionamento e a organização das equipes são questões que precisam ser avaliadas durante a transição.
Negócios que atendem ao público durante toda a semana terão de analisar como manter suas operações respeitando os novos limites. Durante a votação, o próprio relator da proposta reconheceu a necessidade de regulamentar pontos relacionados a setores com jornadas específicas.
A entrevista com Priscila Arraes Reino ajuda a compreender esse período de mudança e reforça a importância de trabalhadores e empregadores acompanharem as informações sobre a aplicação das novas regras.
Assista à entrevista completa com Kelly Couto e confira as explicações da advogada sobre o fim da escala 6×1 e os cuidados durante a transição.






















