A Copa do Mundo de 2026 já começa a redesenhar o mercado de mídia e publicidade no Brasil. Mesmo a poucos meses do início da competição, o torneio, que será disputado no Canadá, Estados Unidos e México, movimenta decisões estratégicas de anunciantes, plataformas digitais e produtores de conteúdo na internet.
A combinação entre alcance global, consumo intenso de mídia e um calendário eleitoral no Brasil cria um cenário considerado único por analistas do setor. O contexto ajuda a explicar por que marcas, emissoras e plataformas digitais estão se posicionando desde já.
A Copa de 2026 terá 48 seleções, 104 partidas e será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, um período longo e altamente atrativo para campanhas publicitárias de grandes empresas. Saiba mais no artigo a seguir.
CazéTV e YouTube largam na frente na venda de cotas
A CazéTV, em parceria com o YouTube, já garantiu 11 marcas para a transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2026. O pacote de anunciantes inclui Itaú, Ambev, Bet365, Betnacional, Coca-Cola, Decolar, GM, iFood, KTO, Mercado Livre e Vivo. O banco Itaú foi anunciado oficialmente na terça-feira, dia 7, como o primeiro patrocinador confirmado do projeto.
A proposta comercial da CazéTV é oferecer entregas pensadas para maximizar a presença das marcas nos momentos de maior audiência e engajamento. A estratégia passa por inserções durante jogos decisivos, ativações com a comunidade e formatos integrados ao conteúdo, aproveitando o perfil mais jovem e participativo da audiência digital.
O fato de a Copa de 2026 contar com 104 jogos amplia ainda mais as possibilidades de exposição, tornando o pacote especialmente atrativo para empresas que buscam frequência e escala em um único evento.
Não por acaso, grandes eventos impulsionam a visibilidade das apostas esportivas no Brasil, já que o aumento de audiência e engajamento em torno da Copa cria um ambiente favorável para campanhas e ativações desse segmento. Jogue com responsabilidade.
TikTok vira plataforma preferencial da FIFA
Além do YouTube, a Fifa anunciou o TikTok como sua primeira plataforma preferencial para conteúdo em vídeo em redes sociais em uma Copa do Mundo masculina. O acordo marca uma mudança relevante na estratégia de distribuição digital da entidade.
O torneio contará com um hub dedicado dentro do aplicativo, permitindo que detentores de direitos de transmissão façam lives de trechos das partidas. Criadores de conteúdo também terão acesso especial ao evento, incluindo bastidores em 16 cidades-sede, sendo 11 nos Estados Unidos, três no México e duas no Canadá.
Há ainda a liberação para uso e cocriação de imagens do arquivo oficial da Fifa, algo que amplia o potencial de alcance orgânico. O TikTok soma mais de 170 milhões de usuários apenas nos Estados Unidos, o que ajuda a explicar a escolha da plataforma como peça central na estratégia digital da Copa.
Copa e eleições devem impulsionar o mercado publicitário
A Copa do Mundo de 2026 não atua sozinha no aquecimento do mercado brasileiro. Segundo o relatório Ad Spend Forecasts, do grupo Dentsu, o Brasil deve registrar o maior crescimento entre os principais mercados globais de publicidade e marketing em 2026, com alta estimada de 9,1 por cento.
Esse desempenho é atribuído à combinação entre a Copa do Mundo e o calendário eleitoral brasileiro, dois eventos que historicamente elevam o consumo de mídia, a atenção do público e a disposição das marcas em investir. O país deve superar mercados asiáticos e europeus, reforçando o peso de eventos de grande mobilização popular na dinâmica do investimento publicitário.
O estudo aponta que esse ambiente acelera decisões de orçamento e favorece formatos digitais, especialmente aqueles voltados ao consumo móvel e à interação em tempo real.
Planejamento, KPIs e formatos ganham protagonismo
Com a antecedência do calendário da Copa, anunciantes passaram a trabalhar com planejamento mais detalhado de KPIs, definição clara de métricas de engajamento e maior integração entre mídia e conteúdo. Formatos mobile first, vídeos curtos e ativações com creators ganham espaço, acompanhando a lógica de consumo das novas audiências.
A presença simultânea em plataformas como YouTube e TikTok permite estratégias complementares, combinando transmissões longas, cortes rápidos, bastidores e interação direta com o público.
O impacto no ecossistema de mídia e consumo
A soma de transmissões digitais, acordos com grandes marcas e crescimento projetado do investimento cria um ciclo positivo para o ecossistema de mídia brasileiro. Produtores independentes, influenciadores e plataformas passam a integrar cadeias de valor mais complexas, enquanto anunciantes buscam associações com conteúdos de alta relevância cultural.
Com a Copa de 2026 se aproximando, o mercado brasileiro entra em um ciclo de aquecimento que vai além do esporte. Os ingressos já começaram a ser vendidos e a disputa em campo será acompanhada por uma corrida fora dele, envolvendo marcas, plataformas e criadores que enxergam no Mundial uma oportunidade rara de alcance, impacto e conexão com o público em escala nacional e global.






















