A cesta de produtos típicos da Páscoa ficará mais barata em 2026, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com o estudo, o conjunto de alimentos consumidos tradicionalmente na data teve queda de 5,73% em relação ao ano passado, marcando o segundo ano consecutivo de recuo nos preços.
Apesar da redução geral, alguns itens seguem pressionando o bolso do consumidor. É o caso dos bombons e chocolates, que registraram alta de 16,71% no período, bem acima da inflação geral de 3,18%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10). O bacalhau também apresentou aumento relevante, com alta de 9,9%.
Outros produtos bastante consumidos na época também subiram, como sardinha em conserva (8,84%) e atum (6,41%). Já entre os itens que contribuíram para a queda da cesta estão o arroz (-26,11%), ovos de galinha (-14,56%) e azeite (-23,20%).
O levantamento mostra ainda que, nas últimas quatro Páscoas, houve alternância entre períodos de alta e queda nos preços. Em 2026 e 2025, os consumidores encontraram redução nos valores, enquanto em 2024 e 2023 houve aumentos expressivos.
Segundo o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a queda recente está relacionada principalmente à melhora na produção agrícola. No entanto, ele destaca que os efeitos dessa redução demoram mais para chegar aos produtos industrializados, como os chocolates.
Mesmo com a queda significativa no preço do cacau no mercado internacional nos últimos meses, os chocolates continuam mais caros para o consumidor final. Isso ocorre porque outros fatores influenciam o custo, como leite, açúcar, frete e variação cambial.
Outro ponto que ajuda a explicar os preços elevados é a concentração de mercado. Um estudo aponta que poucas empresas dominam grande parte do setor de chocolates, o que reduz a concorrência e dificulta a queda dos preços.
Apesar disso, a expectativa da indústria para a Páscoa de 2026 é positiva. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (Abicab) projeta aumento na oferta de produtos e geração de empregos temporários, impulsionados pela estabilidade econômica e pelo interesse dos consumidores na data.
Com informação agência Brasil.




















