A B3 encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita recorde histórica de R$ 3,2 bilhões, resultado impulsionado pelo aumento da atividade no mercado financeiro e pela expansão das receitas recorrentes da companhia.
O valor representa crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 8,5% frente ao quarto trimestre do ano passado.
Segundo a empresa, o cenário de expectativa de queda dos juros, o forte fluxo de investidores estrangeiros e a elevada volatilidade favoreceram principalmente os segmentos de renda variável e derivativos, considerados receitas pró-cíclicas da bolsa brasileira.
O lucro líquido recorrente alcançou R$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 33,1% na comparação anual. O lucro por ação recorrente foi de R$ 0,30, avanço de 38,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
As despesas totalizaram R$ 918,7 milhões, crescimento de 10,9% na comparação anual. A companhia destacou que parte desse aumento foi influenciada por mudanças operacionais no Sistema Nacional de Gravames e provisões relacionadas a disputas judiciais.
O segmento de Mercados registrou receita de R$ 2,1 bilhões, crescimento de 20,8% sobre o primeiro trimestre do ano anterior.
Em derivativos, o volume médio diário negociado atingiu 13,2 milhões de contratos, alta de 16,4%. O principal destaque ficou para os contratos de juros em reais, que cresceram 47,4% no período em meio ao aumento da volatilidade global e das tensões geopolíticas.
As Opções de Copom também apresentaram forte expansão, com crescimento de 354,6% no volume médio diário negociado.
Na renda variável, o volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista alcançou R$ 34,8 bilhões, avanço de 46% na comparação anual. A bolsa atribui o desempenho principalmente ao fluxo estrangeiro, que somou R$ 53,8 bilhões no trimestre.
Os ETFs, BDRs e fundos listados também avançaram, com crescimento de 57,5% no volume negociado, atingindo média diária de R$ 5,4 bilhões.
Na área de renda fixa e crédito, as emissões e estoques continuaram em expansão. Instrumentos como CDBs, LCIs, LCAs e CPRs registraram crescimento relevante, refletindo um ambiente ainda favorável ao mercado de dívida corporativa.
O Tesouro Direto encerrou o trimestre com 3,4 milhões de investidores, crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Na frente de inovação, a B3 lançou novos Contratos de Eventos Financeiros para ativos como Ibovespa, dólar e Bitcoin, oferecendo operações com risco limitado e payout fixo.
A companhia também ampliou o horário de negociação de futuros de Bitcoin, Ethereum e Solana, além de ouro, fortalecendo a infraestrutura de negociação para investidores institucionais e de varejo.






















