A multinacional brasileira Agrocete lançou o GRAP MAX MASS, fertilizante foliar que combina nutrientes minerais e biofertilizante obtido por hidrólise enzimática. Desenvolvido ao longo de cinco anos de pesquisas, o produto tem como objetivo aumentar a eficiência nutricional das plantas durante a fase de enchimento de grãos, frutos e órgãos de reserva, favorecendo o aproveitamento dos nutrientes já disponíveis na lavoura.
Segundo a empresa, ensaios agronômicos realizados em diferentes regiões do Brasil registraram incrementos de produtividade de até 16,4% na soja, 42,6% no trigo, 15,2% no arroz, 11% no feijão, 10,7% na cana-de-açúcar e 42,2% na batata.
Tecnologia busca ampliar eficiência da adubação
De acordo com a Agrocete, o lançamento ocorre em um cenário de maior pressão sobre os custos da produção agrícola, especialmente em razão da dependência brasileira de fertilizantes importados. A proposta da tecnologia é aumentar a eficiência da adubação já realizada, favorecendo o transporte de fotoassimilados das folhas para os grãos e frutos durante a fase reprodutiva das culturas.
A formulação reúne quatro macronutrientes e um biofertilizante rico em L-aminoácidos preservados por meio de hidrólise enzimática, processo que, segundo a empresa, mantém formas biologicamente mais ativas dos aminoácidos, facilitando sua absorção e utilização pelas plantas.
Ainda conforme o fabricante, o produto também auxilia no metabolismo vegetal, na fotossíntese, no enchimento dos grãos e na recuperação das plantas submetidas a estresses abióticos.
Aplicação é indicada para diversas culturas
O GRAP MAX MASS possui recomendação para diferentes culturas agrícolas, entre elas:
- soja;
- milho;
- trigo;
- arroz;
- feijão;
- algodão;
- café;
- citros;
- cana-de-açúcar;
- batata;
- hortaliças.
As doses recomendadas variam entre 300 mililitros e 1 litro por hectare, conforme a cultura, o estágio de desenvolvimento e o número de aplicações.
Segundo a Agrocete, o fertilizante é compatível com a maioria dos defensivos agrícolas utilizados no campo, podendo ser incorporado aos programas de manejo sem necessidade de operações adicionais.
Desenvolvimento envolveu cinco anos de pesquisas
O desenvolvimento da tecnologia envolveu equipes de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Desenvolvimento Técnico e de Mercado (DTM) da empresa.
Durante esse período, foram avaliadas:
- 127 formulações;
- 18 formulações selecionadas para validação aprofundada;
- 33 amostras finais;
- mais de 57 mil dados técnicos utilizados na definição da formulação comercial.
Os testes foram conduzidos em diferentes regiões produtoras do Brasil e também no Uruguai, Panamá e Nicarágua, abrangendo culturas de grãos, fibras, frutas, café, tubérculos, tomate e hortaliças.
Ensaios registraram ganhos de produtividade
Nos experimentos divulgados pela empresa, o produto apresentou os seguintes resultados:
- Soja: ganhos de até 10 sacas por hectare, com aumento de até 16,4% na produtividade em ensaios realizados em Arapoti (PR).
- Arroz: incremento de aproximadamente 2,04 toneladas por hectare (15,2%) em Uruguaiana (RS) e de 1,07 tonelada por hectare (17%) em Lagoa da Confusão (TO).
- Trigo: aumento de cerca de 1,29 tonelada por hectare (42,6%) em Witmarsum (PR).
- Cana-de-açúcar: incremento de 12,3 toneladas por hectare (10,7%) e aumento de 400 quilos por hectare na produção de sacarose em Araçatuba (SP).
- Feijão: crescimento de 3,93 sacas por hectare (11%) em Paracatu (MG).
- Batata: aumento de 1,75 quilo por planta (42,2%) em Cristalina (GO).
Os resultados apresentados foram obtidos em ensaios conduzidos pela empresa em diferentes condições de cultivo.
A Agrocete afirma que o objetivo da tecnologia é complementar a adubação convencional, aumentando a eficiência do aproveitamento dos nutrientes disponíveis e contribuindo para elevar a produtividade das lavouras.






















