O Aeroporto de Macaé, no Norte Fluminense, voltará a operar voos comerciais regulares a partir de fevereiro de 2027, após três anos sem esse tipo de serviço. A LATAM Airlines Brasil anunciou nesta terça-feira (4) que iniciará, ainda nesta semana, a venda de passagens para a nova rota entre Macaé e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
A operação contará com três voos semanais e será realizada com aeronaves Embraer E195-E2, modelo que passará a integrar a frota da companhia a partir do último trimestre de 2026. Os jatos possuem capacidade para 136 passageiros em configuração de cabine 2-2.
Investimentos viabilizaram retomada
A retomada dos voos comerciais foi possível após a ampliação da infraestrutura do aeroporto, administrado pela Zurich Airport Brasil.
Em junho de 2025, a concessionária inaugurou uma nova pista de pousos e decolagens com 1.410 metros de extensão e 45 metros de largura, resultado de um investimento de R$ 245 milhões. A obra elevou a categoria operacional do terminal, permitindo a operação de aeronaves de maior porte, como o Embraer E195-E2.
Além disso, a Zurich Airport Brasil investe outros R$ 7 milhões na construção de áreas de giro para adequar a infraestrutura às características da nova aeronave.
Segundo o CEO da concessionária, Ricardo Gesse, a ampliação foi planejada para fortalecer a conectividade da região e impulsionar o desenvolvimento econômico, turístico e empresarial do Norte Fluminense.
Polo estratégico para o setor offshore
Administrado pela Zurich Airport Brasil desde 2019, o Aeroporto de Macaé é referência nacional nas operações de apoio à indústria offshore, especialmente às atividades de petróleo e gás na Bacia de Campos.
Em 2024, o terminal recebeu o prêmio PEOTRAM, concedido pela Petrobras, em reconhecimento ao desempenho em segurança e eficiência operacional no transporte aéreo e marítimo voltado ao setor.
Estrutura do aeroporto
Atualmente, o Aeroporto de Macaé conta com:
- sete hangares em operação;
- dois hangares em construção;
- quatro lounges compartilhados para operadoras aéreas;
- duas pistas de operação, sendo o único aeroporto brasileiro com base offshore nessa condição.
A expectativa é que o retorno dos voos comerciais amplie a conectividade da região, beneficiando tanto o setor de negócios quanto o turismo e a mobilidade dos passageiros.






















