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Em janeiro, IBGE prevê alta de 1,9% na safra de grãos de 2019

Redação por Redação
13/02/2019
em Economia
Tempo de leitura: 7 minutos
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Em-janeiro-IBGE-preve-alta-de-1-9-na-safra-de-graos-de-2019

Em-janeiro-IBGE-preve-alta-de-1-9-na-safra-de-graos-de-2019

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Em janeiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 230,7 milhões de toneladas, 1,9% acima da safra de 2018 (mais 4,2 milhões de toneladas) e 1,2% inferior ao obtido no 3º Prognóstico (menos 2,7 milhões de toneladas) Já a área a ser colhida é de 62,1 milhões de hectares, 2,0% maior que a de 2018 (mais 1,2 milhão de ha) e 0,1% menor que o 3º prognóstico (menos 62,7 mil ha).

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Em janeiro, IBGE prevê alta de 1,9% na safra de grãos de 2019 Em janeiro IBGE preve alta de 1 9

O arroz, o milho e a soja representam 93,3% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida. Em relação a 2018, houve aumento de 3,6% na área do milho, 2,0% na área da soja e queda de 6,6% na área de arroz. Já na produção, ocorreram quedas de 2,6% para a soja, de 5,0% para o arroz e acréscimo de 9,9% para o milho. Entre as unidades da federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 26,0%, seguido pelo Paraná (16,0%) e Rio Grande do Sul (14,8%). Somados, esses três estados representaram 56,8% do total nacional. O material de apoio do LSPA está à direita dessa página.

Em janeiro, IBGE prevê alta de 1,9% na safra de grãos de 2019 Em janeiro IBGE preve alta de 1 9 1

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição regional: Centro-Oeste (101,0 milhões de toneladas); Sul (77,5 milhões de toneladas), Sudeste (23,1 milhões de toneladas); Nordeste (18,9 milhões de toneladas) e Norte (9,3 milhões de toneladas). Em relação a 2018, ocorreram aumentos de 1,2% na Região Centro-Oeste, de 4,0% na Região Sul, de 0,8% na Região Sudeste, de 3,8% na Região Norte, e queda de 1,6% na Região Nordeste.

Destaques na estimativa de janeiro de 2019 em relação a dezembro

Em janeiro, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção em relação a dezembro: uva (7,7%), feijão 3ª safra (7,3%), feijão 2ª safra (5,7%), sorgo (4,1%), algodão herbáceo (2,2%), milho 2ª safra (2,0%), batata-inglesa 2ª safra (1,5%), milho 1ª safra (-0,1%), mandioca (-3,1%), soja (-3,4%), feijão 1ª safra (-3,7%), tomate (-4,7%) e batata-inglesa 1ª safra (-6,9%).

Com relação à variação absoluta, os destaques positivos ficaram com o milho 2ª safra (1,2 milhões de toneladas), o algodão herbáceo (113,4 mil toneladas), a uva (97,2 mil toneladas), o sorgo (90,6 mil toneladas), o feijão 2ª safra (61,1 mil toneladas), o feijão 3ª safra (34,2 mil toneladas) e a batata-inglesa 2ª safra (17,7 mil toneladas). Enquanto isso, os destaques negativos couberam à soja (menos 4,0 milhões de toneladas), à mandioca (637,1 mil toneladas), à batata-inglesa 1ª safra (123,6 mil toneladas), ao tomate (212,1 mil toneladas), ao feijão 1ª safra (49,4 mil toneladas) e ao milho 1ª safra (27,1 mil toneladas).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa da produção de algodão foi de 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 2,2% em relação a dezembro, recorde da série histórica. Preços compensadores para 2019 e resultados positivos das lavouras, em 2018, na Bahia e no Mato Grosso, em decorrência do clima mais chuvoso, foram fatores que estimularam o aumento dos investimentos nas lavouras de algodão. No Mato Grosso, a estimativa da produção encontra-se em 3,7 milhões de toneladas, aumento de 3,4% em relação ao mês anterior. Ao todo, a estimativa da produção encontra-se 121,9 mil toneladas superior a última estimativa. Na safra 2019, o Mato Grosso deve participar com 69,7% do total produzido no país. A safra baiana foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, 19,8% do total nacional. Em janeiro, a Bahia manteve as estimativas do mês anterior. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção de algodão encontra-se 8,9% maior, devido ao crescimento de 18,5% da área a ser plantada. O rendimento médio, de 3.945 kg/ha, apresenta retração de 8,1%, em decorrência das incertezas quanto ao comportamento do clima nos principais estados produtores.

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BATATA-INGLESA – Em relação ao ano anterior, a produção de batata-inglesa apresentou queda de 7,0%. A 1ª safra está estimada em 1,7 milhão de toneladas, alta de 2,4% em relação à 2018. Minas Gerais, que em 2018 foi responsável por 25,2% da produção na 1ª safra, estimou, em janeiro, um aumento de 6,4% em sua produção, 26,1% da produção nacional. O Paraná reduziu sua área plantada em 12,2% e estima uma queda de 11,7% na estimativa de produção. Para as 2ª e 3ª safras, a produção estimada alcançou 1,1 milhão e 721,4 mil toneladas, respectivamente, redução de 0,2% e 29,8% em relação ao ano anterior. Para a terceira safra, houve queda nas estimativas de produção em todos os estados produtores.

FEIJÃO (em grão) – Comparada ao mês anterior, a estimativa para a área plantada com feijão caiu 2,2%, enquanto a estimativa da produção aumentou 1,6%. A 1ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, redução de 3,7% frente à estimativa do mês anterior, o que representa 49 467 toneladas. O destaque negativo ficou com o Paraná, que teve a estimativa de produção diminuída em 12,4% (36,9 mil toneladas), em decorrência da queda de 11,2% do rendimento médio, com as lavouras prejudicadas pelo forte calor e pela irregularidade na distribuição das chuvas. Minas Gerais reduziu sua estimativa de produção em 35,8 mil toneladas, o que representa 18,1% do valor estimado no mês anterior, redução de 11,4% na área plantada. Preços pouco compensadores durante a época de plantio desestimularam os produtores a investirem nas lavouras da leguminosa.

A 2ª safra de feijão foi estimada com um aumento de 5,7% (61,1 mil toneladas), frente a última estimativa, acompanhando a previsão de aumento no rendimento médio, que foi de 9,8%. O Paraná, que foi o maior responsável por esse crescimento na estimativa, teve um aumento de 17,7% (mais 51,2 mil toneladas). Minas Gerais estimou aumento de 5,6% na sua produção (mais 8,2 mil toneladas). A estimativa de produção para a 2ª safra foi 12,3% superior à de 2018. A Região Nordeste teve influência nesse resultado, em decorrência dos aumentos nas estimativas de produção de Pernambuco (57,2%), Alagoas (154,2%), Sergipe (339,6%) e Bahia (248,3%). O Paraná também contribuiu com esse aumento, tendo estimado um crescimento de 23,5% na produção, com alta de 39,7% no rendimento médio, que, em 2018, ficou muito abaixo da média, em decorrência da falta de chuvas.

Em relação à 3ª safra de feijão, a previsão é de aumento de 7,3% em relação à estimativa de dezembro (mais 34,2 mil toneladas). Minas Gerais foi o estado com maior influência nesse resultado, pois, as estimativas indicam aumento de 10,4% na área plantada e na produção (mais 16,1 mil toneladas). Goiás estimou aumentos de 5,7% na estimativa de produção, de 3,2% na área plantada e de 2,4% no rendimento médio. A estimativa para a 3ª safra de feijão foi 9,9% superior à de 2018. Os principais Estados da Federação responsáveis por esse aumento foram: Minas Gerais (3,5%), São Paulo (24,2%), Paraná (46,9%) e Goiás (10,6%).

MANDIOCA (raiz) – A estimativa da produção de mandioca foi de 20,2 milhões de toneladas, aumento de 4,2% em relação a 2018. Na Região Norte, responsável por 36,1% da produção nacional este ano, estimaram crescimento da produção: Rondônia (3,2%), Acre (54,8%), Amazonas (58,1%), Pará (2,7%) e Amapá (5,3%), com aumento de 902,5 mil toneladas na produção regional. Na Região Nordeste, que é responsável por 23,6% do total nacional, estima-se uma redução de 6,2%, com destaques negativos para Maranhão (-46,9%), Ceará (-22,9%), Pernambuco (-1,4%), Rio Grande do Norte (-1,7%) e Alagoas (-7,2%). Devem apresentar crescimento da produção: Piauí (15,9%), Paraíba (2,3%), Sergipe (35,2%) e Bahia (21,6%). Com relação aos demais estados importantes na produção, Paraná (18,7% do total nacional) e São Paulo (5,4%) também informaram estimativas de produção maiores para 2019, 8,6% e 0,9%, respectivamente, enquanto Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul informaram reduções de 4,9% e 1,2%, respectivamente, em relação a 2018. Preços pouco compensadores e demanda restrita em 2018 desestimularam os investimentos nas lavouras.

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MILHO (em grão) – Em relação à última informação, a produção cresceu 1,2 milhão de toneladas, ou 1,4%, tendo totalizado 89,4 milhões de toneladas. Em relação a 2018, a estimativa encontra-se 9,9% maior, com aumento de 2,3% na área plantada, 3,6% na área a ser colhida e 6,0% no rendimento médio. Na 1ª safra de milho, a estimativa da produção alcançou 26,4 milhões de toneladas. Praticamente sem variação em relação à última informação. Em relação a 2018, a estimativa da produção foi 2,5% maior. Preços mais compensadores da soja, durante a época de plantio, influenciaram os produtores a ampliar as áreas da leguminosa em detrimento do milho. O aumento do rendimento médio decorre das expectativas mais positivas quanto ao clima, frente a 2018, quando as lavouras em alguns estados das Regiões Sul e Centro-Oeste repercutiram a falta de chuvas no final de ciclo. Os maiores crescimentos da produção são esperados para Paraná (7,4%), Santa Catarina (9,4%), Rio Grande do Sul (17,7%), Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (8,1%).

Em decorrência do plantio antecipado da soja, aguarda-se um maior período para a “janela de plantio” para o milho 2ª safra. Isto deve possibilitar um menor risco para o desenvolvimento das lavouras no campo, uma vez que será menor a probabilidade da ocorrência de períodos secos, o que deve repercutir positivamente no rendimento médio, estimado com crescimento de 8,4%, devendo alcançar 5.252 kg/ha. A estimativa da produção encontra-se em 63,1 milhões de toneladas, aumento de 2,0% em relação a última estimativa e aumento de 13,4% em relação ao ano anterior. Os maiores aumentos da produção, em relação ao mês anterior, foram estimados para Paraná (14,7%), Goiás (1,0%) e Distrito Federal (5,4%). Somente no Paraná, segundo maior produtor e responsável por 20,1% do total nacional dessa safra, estima-se um crescimento de produção de 1,6 milhão de toneladas. Para o Mato Grosso, principal produtor e responsável por 39,8% do total nacional da safra, foi estimada uma retração de 1,3% na produção em 2019. Como os preços do milho encontram-se em patamares superiores aos do ano anterior, aguarda-se que os produtores aumentem os investimentos em Tecnologia de produção, ocorrendo alta da produtividade.

SOJA (em grão) – No presente mês, a estimativa da produção caiu 3,4% em relação a dezembro. A produção estimada foi de 114,7 milhões de toneladas. O rendimento médio e a área a ser colhida caíram 3,4% e 0,1%, respectivamente. As maiores quedas da produção ocorreram no Maranhão (9,2%), Paraná (11,8%), Mato Grosso do Sul (9,7%), Mato Grosso (-1,1%), Goiás (2,2%) e Distrito Federal (10,2%), em decorrência da falta de chuvas em algumas regiões produtoras dessas Unidades da Federação. Em geral, as lavouras de soja plantada antecipadamente sofreram mais, tendo a seca ocorrido nas fases fenológicas mais sensíveis, como o florescimento e o preenchimento dos grãos. As lavouras plantadas mais tardiamente parecem ter suportado melhor o período seco. Contudo, apenas com o término da colheita, pode-se ter segurança quanto à extensão das perdas de produtividade da soja em decorrência dos problemas climáticos. Em relação a 2018, apesar do aumento de 1,8% na área plantada, em relação ao ano anterior, a estimativa da produção da soja encontra-se 2,6% menor, em decorrência do rendimento médio, que apresentou retração de 4,6%. Os problemas climáticos na atual safra têm se mostrado mais intensos que em 2018.

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SORGO (em grão) – A estimativa da produção alcançou 2,3 milhões de toneladas, aumento de 3,7% em relação ao mês anterior. Em Minas Gerais, segundo maior produtor nacional do cereal, com participação de 30,3% do total produzido pelo país, a estimativa da produção aumentou 16,1%, em decorrência do aumento de 5,1% na área plantada e na área a ser colhida e de 10,4% no rendimento médio. Nas regiões mais secas do Estado, recomenda-se mais o plantio do sorgo em detrimento do milho, tendo em vista sua maior resistência no campo, sendo também mais tolerante aos períodos secos. Em relação a 2018, a produção do sorgo deve crescer 3,0%, em decorrência, principalmente, do aumento de 2,9% no rendimento médio. Cultivado em época de segunda safra na Região Centro-Oeste, que é responsável por 49,9% da produção nacional, normalmente após a “janela de plantio” do milho 2ª safra, a ampliação da área plantada depende das expectativas quanto ao clima, pois é cultivado como alternativa ao milho, este último mais suscetível à antecipação da época seca.

TOMATE – A produção brasileira deve alcançar 4,3 milhões de toneladas, alta de 6,1% em relação a 2018. As estimativas de área plantada e de área a ser colhida, de 61,5 mil hectares, apresenta aumento de 2,9%, enquanto o rendimento médio cresceu 3,1%. Goiás, maior produtor do país e responsável por 36,6% do total previsto para 2019, estimou uma produção de 1,6 milhão de toneladas, aumento de 19,0% em relação a 2018. A área plantada e a área a ser colhida cresceram 16,5% e o rendimento médio, teve aumento de 2,1%. Outro estado produtor importante é São Paulo, com 858 mil toneladas (19,8% do total nacional).

UVA – A estimativa da produção brasileira de uva alcançou 1,3 milhão de toneladas, baixa de 15,1% em relação a 2018. A área plantada e a área colhida foram reavaliadas com perdas de 1,8% e 1,9%, respectivamente, enquanto o rendimento médio caiu 13,4%. Em janeiro, Bahia (74,1 mil toneladas) e Pernambuco (353 mil toneladas) reavaliaram suas produções, com quedas de 1,6% e 16,6%, respectivamente.

Pernambuco e Bahia devem responder por 427,1 mil toneladas, ou 31,6% da produção nacional. A produção nordestina de uvas concentra-se em perímetros irrigados no Vale do Rio São Francisco, localizado entre os dois estados, notadamente nos municípios de Petrolina/PE, Casa Nova/PE, Juazeiro/BA, Santa Maria da Boa Vista/PE, Curaçá/BA e Irecê/BA. O clima seco e a abundância de água para irrigação, aliado à elevada tecnologia de produção, inclusive ao uso de variedades altamente produtivas e bem aceitas no mercado externo, permite a colheita até três vezes por ano, o que impacta positivamente na produtividade.

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