O crescimento de uma empresa pode gerar riscos quando a estrutura operacional não está preparada para acompanhar a expansão. O alerta foi apresentado por Esther Tippmann, professora de Estratégia e codiretora do Centre for Entrepreneurial Growth and Scaling da Universidade de Galway, na Irlanda, durante a 11ª edição do Fórum Anual das Médias Empresas, da Fundação Dom Cabral.
Na palestra “Do crescimento à escala: o que empresas de alta performance fazem de diferente”, a especialista abordou os desafios relacionados à escalabilidade, processo que permite ampliar a produção e o alcance de um negócio sem aumentar os recursos utilizados na mesma proporção.
Segundo Tippmann, a expansão pode elevar a complexidade da gestão e aumentar a dependência entre diferentes áreas da empresa. Por isso, processos, equipes e estruturas precisam ser preparados para atender às novas demandas.
Preparação para a expansão
Entre os principais pontos apresentados estão a identificação antecipada de fragilidades e gargalos que podem surgir durante as diferentes fases de crescimento.
A especialista destacou três áreas consideradas importantes para sustentar a expansão: utilização dos recursos, capacidade de replicar o modelo de negócio e organização interna.
A adoção de processos digitais e automatizados, a padronização das operações e o alinhamento entre as equipes foram apontados como medidas que podem contribuir para aumentar a capacidade de crescimento das empresas.
Internacionalização
Ao abordar a entrada em mercados internacionais, Tippmann ressaltou a importância de avaliar cuidadosamente os países escolhidos e adaptar o modelo de negócio às características locais.
A recomendação é concentrar as adaptações no que for necessário para atender às particularidades de cada mercado, mantendo elementos essenciais do modelo original e, ao mesmo tempo, investindo em inovação contínua.
Para os gestores, a orientação apresentada durante o fórum é incorporar o planejamento para a expansão às decisões tomadas no presente. A preparação antecipada pode reduzir o risco de limitações operacionais comprometerem novas oportunidades de crescimento.






















