A expansão das empresas familiares pode exigir mudanças na estrutura de gestão para acompanhar o aumento da operação. Em Santa Catarina, a incorporadora Poti S/A iniciou um processo de reforço da governança com revisão de contratos, definição de responsabilidades e ampliação de controles internos.
Com sede em Itapema e atuação também em Porto Belo, a empresa possui mais de R$ 4 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) de empreendimentos entregues e cerca de R$ 1,2 bilhão em estoque. Somados, os valores representam um portfólio superior a R$ 5,2 bilhões.
A companhia possui 35 projetos verticais e horizontais, entre empreendimentos entregues, lançados e em construção. O planejamento para os próximos anos inclui ainda um landbank de 257 mil metros quadrados, com potencial estimado superior a R$ 3 bilhões em VGV.
A mudança na estrutura administrativa ocorre em meio à intenção da empresa de manter crescimento anual acima de 10% ao longo dos próximos dez anos.
Profissionalização da gestão
O processo envolve uma maior integração entre áreas como desenvolvimento imobiliário, engenharia, finanças, comercial e relacionamento com clientes. A empresa também passou a contratar profissionais com experiência em companhias de maior porte, incluindo profissionais recrutados em São Paulo.
A estratégia busca incorporar novas práticas de gestão sem alterar o controle familiar da companhia. Segundo a empresa, a família continua responsável pelas decisões estratégicas, enquanto a organização interna passa a contar com responsabilidades e critérios de decisão mais definidos.
A medida acompanha o crescimento da operação e a necessidade de adaptar os processos internos à dimensão atual do negócio.
Para Altair Agostinho Bartolomei Júnior, fundador da Poti S/A, o fortalecimento da governança pretende combinar o conhecimento acumulado pela família com uma estrutura de gestão mais organizada.
“Empresas familiares acumulam conhecimento do mercado, proximidade com clientes e rapidez para decidir. Quando a operação alcança outra escala, essa experiência precisa ser traduzida em responsabilidades, controles e processos que funcionem de forma integrada”, afirma.
Portfólio e expansão
A Poti S/A acumula três décadas de atuação no mercado imobiliário de Santa Catarina. Além dos empreendimentos já entregues e em construção, o landbank de 257 mil metros quadrados representa uma reserva de terrenos para futuros projetos.
A empresa também afirma utilizar tecnologias construtivas como modelagem BIM, produção off-site e light steel frame em parte de suas operações.
O movimento de profissionalização ocorre, portanto, como uma adaptação da estrutura administrativa ao crescimento do portfólio. A companhia pretende preservar o caráter familiar da gestão, enquanto amplia mecanismos de controle e incorpora profissionais com experiência em operações de maior escala.






















