A Petrobras iniciou, neste 1º de maio, a operação da plataforma P-79 no Campo de Búzios, localizado no litoral do Sudeste brasileiro. A entrada em funcionamento ocorreu três meses antes do previsto e representa mais um avanço na produção nacional de petróleo e gás.
A unidade é do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), com capacidade para produzir até 180 mil barris de óleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. Com a nova estrutura, a produção total do campo deve alcançar cerca de 1,33 milhão de barris por dia, consolidando Búzios como o principal polo produtivo do país.
A P-79 é a oitava plataforma em operação no campo, que já conta com unidades como P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. O projeto integra o chamado módulo Búzios 8, que prevê a operação de 14 poços, sendo oito produtores e seis injetores, responsáveis por manter a pressão do reservatório.
Além da produção de petróleo, a plataforma também terá papel relevante no fornecimento de gás natural. A operação prevê o escoamento por meio do gasoduto Rota 3, podendo adicionar até 3 milhões de metros cúbicos por dia à oferta nacional.
Construída na Coreia do Sul, a plataforma chegou ao Brasil em fevereiro já com equipe a bordo, o que permitiu antecipar etapas de comissionamento e acelerar o início das atividades. Estratégia semelhante já havia sido adotada na entrada em operação da P-78, em dezembro de 2025.
Descoberto em 2010, o Campo de Búzios é atualmente o maior em reservas de petróleo do país e superou, em 2025, a marca de 1 milhão de barris produzidos diariamente. Localizado a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, o reservatório está a aproximadamente 2 mil metros de profundidade.
A produção no campo é realizada por meio de um consórcio liderado pela Petrobras, com participação das empresas chinesas CNOOC e CNODC, além da Pré-Sal Petróleo S.A., que representa a União.
A estatal brasileira ainda planeja ampliar a capacidade produtiva do campo com a instalação de novas plataformas. Três unidades já estão em construção (P-80, P-82 e P-83), enquanto uma quarta está em processo de licitação.
Cenário internacional pressiona preços
A entrada em operação da P-79 ocorre em meio a um cenário de instabilidade no mercado global de petróleo. Tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã e o controle do Estreito de Ormuz, têm impactado a logística e reduzido a oferta global da commodity, elevando os preços internacionais.
Como petróleo e derivados são negociados em escala global, os efeitos são sentidos também no Brasil, mesmo sendo um país produtor. Além disso, o país ainda depende da importação de parte do diesel consumido internamente, o que aumenta a sensibilidade aos movimentos do mercado externo.
Diante desse cenário, o governo brasileiro tem adotado medidas para conter a alta de preços, incluindo políticas de subsídio e ajustes tributários, enquanto a Petrobras avalia estratégias para ampliar a autossuficiência em combustíveis nos próximos anos.
Com informação Ageência Brasil.






















