O uso de inteligência artificial nas empresas já é uma realidade consolidada, mas ainda distante de atingir todo o seu potencial em termos de resultados práticos. De acordo com levantamento da Jitterbit, mais de 80% das organizações já operam com múltiplos agentes de IA, chegando a até 50 ferramentas diferentes em suas rotinas.
O dado revela uma adoção acelerada da Tecnologia, mas também evidencia um problema estrutural: a maioria dessas soluções funciona de forma isolada, sem integração adequada entre sistemas, dados e processos.
O tema ganha destaque no VTEX Day 2026, onde o debate sobre inteligência artificial evolui da simples implementação para a capacidade de operar essas ferramentas com consistência e eficiência.
Fragmentação limita resultados
Na prática, os agentes de IA utilizados pelas empresas não atuam como um sistema integrado. Eles acessam diferentes bases de dados, executam tarefas específicas e seguem regras que nem sempre estão conectadas entre si. Esse cenário gera uma operação fragmentada, com impactos diretos na eficiência.
Em vez de otimizar processos, a falta de integração pode aumentar o retrabalho, gerar inconsistências e dificultar a escalabilidade das soluções já implementadas. Assim, o problema deixa de ser a adoção da tecnologia e passa a ser a sua execução dentro da estrutura organizacional.
Segundo Bill Conner, CEO da Jitterbit, o desafio atual vai além da velocidade proporcionada pela IA. Ele destaca que fatores como governança, organização de dados e capacidade de execução são essenciais para transformar tecnologia em resultado.
Caminho passa por integração
O principal entrave está na base operacional das empresas. Mesmo com o avanço da inteligência artificial, muitas organizações ainda mantêm sistemas desconectados e fluxos de trabalho que não se comunicam.
A cada novo agente implementado, a complexidade aumenta, tornando ainda mais difícil consolidar dados e garantir consistência nas decisões. Isso afeta diretamente a capacidade de resposta das empresas e a qualidade das informações utilizadas na gestão.
Nesse cenário, especialistas apontam que o próximo passo da transformação digital não está na criação de novos agentes, mas na orquestração dos já existentes. Integrar sistemas, estruturar dados e estabelecer governança passam a ser fatores decisivos para que a inteligência artificial gere ganhos reais de eficiência e impacto nos negócios.




















