O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro recebe neste sábado (28) o festival Motirõ – Palavras da Mata, uma celebração da ancestralidade indígena com entrada gratuita. A programação inclui intervenções artísticas, oficinas artesanais e rodas de conversa sobre educação e literatura dos povos originários.
A curadoria é assinada pela escritora e arte-educadora Emiliana Marajoara, que destaca a importância de ampliar a visibilidade da produção indígena contemporânea na cidade. Segundo ela, ocupar espaços históricos é também uma forma de reafirmar a presença dos povos originários na construção cultural do país.
O evento começa às 10h e reúne escritores, artistas plásticos, artesãos, músicos e educadores indígenas que vivem no Rio de Janeiro. Entre os destaques estão oficinas de confecção de maracás, experiências com sonoridades feitas a partir de bambu, além de atividades com sementes e colagem.
Para o público infantil, a programação inclui contação de histórias e intervenções com grafismo indígena, como pinturas corporais tradicionais.
Interculturalidade e protagonismo indígena
Entre os participantes confirmados estão Urutau Guajajara, professor e pesquisador da cultura indígena; Daua Puri; e Potyra Krikati. A proposta do festival é promover o diálogo intercultural e reforçar que os povos originários seguem ativos na produção de arte, pensamento e literatura.
De acordo com a organização, o Motirõ surge como resposta ao apagamento histórico da cultura indígena em espaços urbanos, buscando valorizar identidades e trajetórias contemporâneas.
Diversidade indígena no Brasil
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o Brasil tem cerca de 1,7 milhão de indígenas, o equivalente a 0,83% da população. No estado do Rio de Janeiro, são 16.994 pessoas, sendo a maioria residente em áreas urbanas.
A capital fluminense abriga 176 etnias diferentes, tornando-se a terceira cidade mais diversa do país nesse aspecto, atrás apenas de São Paulo e Manaus.
O festival Motirõ – Palavras da Mata é realizado com recursos do edital Viva o Talento – Rio Capital Mundial do Livro, dentro da Política Nacional Aldir Blanc, e reforça a importância de Políticas públicas voltadas à cultura e à diversidade.
Com informação Agência Brasil.



















