O uso de inteligência artificial no setor de saúde segue em expansão no Brasil, mas ainda de forma desigual entre as diferentes áreas. De acordo com a pesquisa “Panorama das Clínicas e Hospais 2026”, realizada pela Doctoralia, 32% das instituições já utilizam IA, enquanto outras 40% planejam adotar a Tecnologia nos próximos anos.
O levantamento mostra que a automação de processos é hoje a principal tendência do setor, apontada por 38% das instituições. O dado indica uma mudança estrutural no funcionamento de clínicas e hospitais, com foco em eficiência operacional e redução de tarefas repetitivas.
Apesar do avanço, o uso da inteligência artificial ainda está concentrado em funções administrativas. Cerca de 40% das instituições utilizam a tecnologia para agendamentos, enquanto apenas 9% aplicam IA em diagnósticos — uma das áreas com maior potencial de transformação, mas que exige maior maturidade tecnológica e regulatória.
Outro ponto de atenção revelado pela pesquisa é a falta de integração na jornada do paciente. Segundo o estudo, 67% das clínicas não possuem um mapeamento completo desse percurso, que vai desde o surgimento dos sintomas até o acompanhamento pós-tratamento.
Esse cenário evidencia um desafio importante para o setor: evoluir na integração de dados e no monitoramento contínuo dos pacientes. A ausência dessa visão ampla pode gerar lacunas no cuidado, especialmente fora do ambiente clínico, impactando diretamente a qualidade dos serviços prestados.
Para especialistas, o avanço da IA na saúde deve ir além da automação de processos e caminhar para uma aplicação mais estratégica, capaz de apoiar decisões clínicas, prever riscos e melhorar a experiência do paciente ao longo de toda a jornada.
Nesse contexto, nomes como Giovanni La Porta, especialista em inteligência artificial e CEO da vortice.ai, destacam a importância de integrar tecnologia, dados e estratégia para que o setor alcance ganhos reais em eficiência e qualidade assistencial.




















