As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 63,8% das vagas formais criadas no Brasil em janeiro de 2026. O saldo positivo do segmento foi de 71.732 empregos com carteira assinada, dentro de um total de 112.334 postos gerados no mês.
A expansão foi puxada principalmente pelos setores da Construção, que criou 36.337 vagas formais, e de Serviços, com 30.064 novos postos. Já o Comércio registrou saldo negativo de 29.935 empregos no período.
Os dados foram tabulados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Regionalmente, o Sudeste liderou a geração de empregos nas micro e pequenas empresas, com 414 mil postos, seguido pelo Nordeste, com 287 mil. Do total de vagas criadas, 572 mil foram ocupadas por homens e 458 mil por mulheres, segundo o painel DataSebrae.
Atualização do Simples Nacional
Na avaliação da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o cenário pode melhorar com a atualização da tabela do Simples Nacional, sem correção desde 2018.
O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, defende a revisão das regras, com reajuste do teto e ampliação das possibilidades de contratação. Segundo ele, as medidas fortalecem o empreendedorismo, incentivam a formalização e ampliam a geração de empregos no país.
A CACB reivindica uma correção de 83% nas faixas do Simples Nacional, regime que beneficia cerca de 23 milhões de empreendedores. Pela proposta, o teto anual do MEI passaria de R$ 81 mil para R$ 144.913, com autorização para contratação de até dois empregados. Para microempresas, o limite subiria de R$ 360 mil para R$ 869 mil, e para empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões.
A entidade avalia que a atualização dos valores pode estimular a formalização, ampliar a competitividade e sustentar o ritmo de geração de empregos ao longo do ano.




















