A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil divulgaram nesta quarta-feira (3) uma nota em resposta aos questionamentos do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre o acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.
As entidades afirmam que a tarifa aplicada pelo Brasil sobre o etanol importado não é direcionada especificamente aos Estados Unidos, mas segue as regras estabelecidas pela Tarifa Externa Comum do Mercosul.
No comunicado, as organizações também destacam que os Estados Unidos mantêm há décadas políticas de proteção ao setor açucareiro, incluindo tarifas e cotas que limitam a entrada do açúcar brasileiro no mercado norte-americano.
Segundo as entidades, o volume de exportações brasileiras de açúcar permitido pelos mecanismos de acesso ao mercado dos Estados Unidos representa menos de 1% do total exportado pelo Brasil.
Investigação comercial
O posicionamento ocorre em meio à discussão sobre uma possível tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. A medida é baseada em uma investigação iniciada pelo USTR em julho de 2025.
De acordo com o órgão norte-americano, determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam consideradas “irrazoáveis” e poderiam restringir ou prejudicar o comércio dos Estados Unidos.
A investigação analisou temas como comércio digital, sistemas de pagamentos eletrônicos, incluindo o Pix, concessão de tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O USTR argumenta que esses fatores poderiam gerar impactos negativos para empresas e exportações norte-americanas, o que justificaria a adoção de medidas comerciais.
Defesa do etanol brasileiro
Na nota, a Unica e a Bioenergia Brasil ressaltam o papel do etanol brasileiro na redução das emissões de gases de efeito estufa e na transição para matrizes energéticas de menor impacto ambiental.
As entidades afirmam que o biocombustível produzido no Brasil possui baixa intensidade de carbono e atende a critérios de Sustentabilidade reconhecidos internacionalmente.
O comunicado também defende que eventuais divergências comerciais entre os dois países sejam solucionadas por meio de negociações diplomáticas e do diálogo entre os governos.
Por fim, as organizações manifestaram confiança na condução das tratativas pelo governo brasileiro, destacando a importância da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos para ambos os países.
Com informação Agência Brasil.






















